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No 2014 o preço médio da energia subiu 16,4%

O preço da energia para o consumidor residencial no Brasil subiu, em média, 16,4% em 2014.

Preço da energia para o consumidor residencial no Brasil subiu, em média, 16,4% em 2014
Preço da energia para o consumidor residencial no Brasil subiu, em média, 16,4% em 2014

Nesta terça-feira (25) a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) concluiu a revisão sobre as tarifas praticadas por 63 das 64 distribuidoras que atuam no país.

A única elétrica ainda não submetida à revisão é a Sulgipe, que atende cerca de 135,2 mil unidades consumidoras (residências, escritórios e indústrias) no sul de Sergipe. A previsão é de que essa empresa passe pelo processo de ajuste em meados de dezembro.

A CEEE, do Rio Grande do Sul, e a CEA, do Amapá, também ainda não foram autorizadas a reajustar suas tarifas por estarem inadimplentes.

O cálculo da Folha de S.Paulo para chegar ao aumento médio do preço das tarifas no país não leva em consideração a quantidade de consumidores atendidos por cada uma das empresas. Dando pesos iguais a cada uma delas.

Ao considerar apenas as cinco companhias com maior número de consumidores do país -Cemig (MG), Eletropaulo (SP), Coelba (BA), Copel (PR) e Light (RJ)- o aumento médio da energia no ano ficou maior: quase 18%.

Juntas, essas empresas atendem cerca de 27,6 milhões de unidades consumidoras, em um universo de 75,8 milhões unidades brasileiras declaradas pelas empresas à Aneel.

Futuro

Este ano, apesar da forte seca ter prejudicado o reabastecimento dos reservatórios das usinas hidrelétricas e do uso intenso das usinas térmicas (mais caras), o consumidor ainda não foi impactado pelo aumento real dos preços.

Sem condições de fazer frente às dívidas bilionárias, as empresas de distribuição tomaram empréstimos bancários de R$ 17,8 bilhões para custear a compra de energia e uso de térmicas.
Esse valor será repassado integralmente ao consumidor, durante dois anos, a partir do ano que vem.

Outro possível impacto sobre as tarifas do ano que vem corresponde aos gastos com térmicas e compra de energia das distribuidoras feito em 2013, cerca de R$ 10 bilhões.

Outros custos do setor, como pagamento de indenizações à empresas que renovaram as concessões, por exemplo, também devem impactar os preços ao consumidor, mas o governo ainda não divulgou qual a parcela que irá para as contas de luz ou o prazo definido para esses pagamentos.

No ano que vem, todas as residências do país terão suas tarifas alteradas também pelas “Bandeiras Tarifárias”. Esse sistema repassa mensalmente custos maiores para o consumidor, dependendo da situação de abastecimento do sistema.

Folhapress
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