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Saúde – AIDS: tratamento precoce é bom para o paciente e previne infecções

Iniciar precocemente o tratamento contra o Aids é uma boa estratégia para a saúde do paciente e também para evitar novas infecções pelo vírus. É o que afirma a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Valdiléa Veloso.

Todo paciente diagnosticado como soropositivo na rede pública deve inciar tratamento logo em seguida, independentemente da carga viral.
Todo paciente diagnosticado como soropositivo na rede pública deve inciar tratamento logo em seguida, independentemente da carga viral.

Valdiléa lembrou nesta segunda-feira (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, que já são 33 anos desde a publicação dos primeiros casos da doença. Entre idas e vindas, a recomendação atual, segundo a pesquisadora, é tratar o paciente precocemente, mas a imagem que permanece na cabeça das pessoas e de alguns profissionais de saúde é que o tratamento tem efeitos colaterais fortes e pode esperar.

O Brasil aderiu a essa orientação no final do ano passado, quando ficou estabelecido que todo paciente diagnosticado como soropositivo na rede pública iniciaria o tratamento logo em seguida, independentemente da carga viral. De acordo com a pesquisadora, os resultados foram o aumento na sobrevida e uma expectativa de vida bem próxima à da população em geral.

“Foram se acumulando trabalhos, publicações e estudos demonstrando os benefícios do tratamento precoce”, disse. “Hoje, diferentemente de quando surgiram os antirretrovirais, temos drogas melhores, mais fáceis de tomar e com efeitos colaterais muito menores”, completou.

Para prevenir novos casos de infecção pelo vírus do HIV, a também pesquisadora da Fiocruz Beatriz Grinstein defende a chamada terapia da pré-exposição, que consiste em oferecer medicamentos antirretrovirais a pessoas não soropositivas, mas consideradas em alto risco para a infecção, como profissionais do sexo, usuários de drogas e parceiros de soropositivos.

A terapia, segundo ela, foi aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) em 2002 e tem se mostrado eficaz, sobretudo entre homens que fazem sexo com homens. “O calcanhar de aquiles dessa estratégia, entretanto, é a adesão”, destacou.

Outro cuidado é que essa terapia seja oferecida não de forma isolada, mas em um contexto de prevenção combinada, com testagem frequente, aconselhamento, monitoramento de doenças sexualmente transmissíveis e acesso a preservativos, agulhas e seringas, ressaltou Beatriz.

No Brasil, há um projeto piloto conduzido pela Fiocruz em parceria com a Universidade de São Paulo, para implantação da terapia da pré-exposição no Sistema Único de Saúde. A pesquisadora informou que o medicamento foi doado pelo fabricante e deve ser oferecido a um total de 500 voluntários. Até o momento, cerca de 300 pessoas se candidataram. A expectativa é que em abril ou maio de 2015 o número final seja alcançado.

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