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MG – Mas um milhão de mineiros ainda não sabem ler

A taxa de analfabetismo em Minas Gerais caiu de 9% para 7,6%, entre 2011 e 2013. Mas o número de pessoas de 15 anos ou mais que ainda não sabem ler ou escrever ainda é assustadora: 1 milhão 219 mil. Os dados constam na Pesquisa por Amostra de Domicílios (PAD), edição 2013, que foi divulgada nesta quarta-feira (3).
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MG – Mas um milhão de mineiros ainda não sabem ler

Conforme a pesquisa, realizada em 18 mil domicílios, a Região Metropolitana de Belo Horizonte foi a que apresentou a menor taxa de analfabetismo. O índice é de 4,4%. Em contrapartida, na região do Vale do Jequitinhonha, o patamar é de 19,9%, o maior do Estado. A região do Rio Doce apresentou a segunda maior taxa (11,9%) e a região Norte, apesar de ainda ocupar a terceira maior posição, teve a maior queda, passando de 16,0% registrados em 2011 para 11,7% em 2013.

Em 2013, de acordo com o PNAD, 26,6% dos mineiros acima dos 60 anos ou mais eram analfabetos. Por outro lado, no grupo etário mais jovem, entre 15 a 19 anos, a proporção de analfabetos era de apenas 0,9%. Com exceção da faixa dos 20 a 24 anos, que teve o maior percentual de analfabetismo registrado no Noroeste do Estado, a região Jequitinhonha foi a que apresentou maior taxa de analfabetismo nos demais grupos etários, especialmente entre a população idosa (acima de 60 anos), que somou 53,7%. Já a RMBH foi a que teve as menores taxas de analfabetismo da população acima de 60 anos (17%) e da população de 15 a 19 anos (0,4%).
Com relação ao nível de instrução atingido pela população mineira com 25 anos ou mais de idade em 2013, a pesquisa mostrou que a maioria (43,9%) tinha o fundamental incompleto, seguida das pessoas que tinham o ensino médio completo (23,4%). É considerável também o percentual de pessoas de 25 anos ou mais que não possuía instrução alguma (9,5%). Destes, mais da metade (55%) tinha mais de 60 anos em 2013. Em Minas, o percentual de pessoas com curso superior completo e incompleto soma 11%.
O PNAD revelou, ainda, que o acesso ao ensino fundamental já está praticamente universalizado: 97,9% das crianças e jovens de seis a 14 anos frequentavam estabelecimento de ensino em 2013. Na educação infantil, creche e pré-escola, apenas 16,1% das crianças de zero a três anos frequentam a creche. No caso da pré-escola, o acesso ao sistema de ensino das crianças de quatro e cinco anos era bem maior (71,4%). Já no grupo etário de 15 a 17 anos, população alvo do ensino médio, 84,8% frequentavam a escola em 2013. Para o grupo etário de 18 a 24 anos, população alvo do ensino superior, o atendimento foi de 26,1%.
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