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MG – Polícia Civil cumpre 24 mandados de busca e vários de prisão em cinco cidades mineiras

No dia internacional de combate à corrupção, em decorrência das operações lavagem I e II, que tinha, a princípio, o objetivo de apurar o envolvimento do presidente da Câmara Municipal de Confins, o vereador Aladir José Pessoa de Souza, e de outros três suspeitos de fraudarem licitações, a Polícia Civil deflagra nesta terça-feira (9), a terceira fase da investigação. A operação lavagem III pretende desarticular a organização criminosa envolvida nesse esquema de fraude, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e corrupção.

MG - Polícia Civil cumpre 24 mandados de busca e vários de prisão em cinco cidades mineiras
MG – Polícia Civil cumpre 24 mandados de busca e vários de prisão em cinco cidades mineiras

A polícia pretende cumprir 24 mandados de busca e apreensão e diversos de prisão preventiva e temporária. Ao todo, foram presos seis pessoas até o momento. Além do vereador, principal alvo da mega operação, foram detidos familiares dele e funcionários da prefeitura.

Além da capital mineira, a operação acontece simultaneamente em Confins, Vespasiano, Sete Lagoas e Santa Luzia. São 115 policiais, incluindo de delegacias especializadas, trabalhando para cumprir os mandados.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jonas Tomazi, a sociedade precisa conhecer a importância da investigação em “reprimir a criminalidade do colarinho branco”. E acrescentou ainda que esse tipo de crime é o “responsável pelo desvio do dinheiro público e consequentemente má prestação dos serviços básicos à sociedade, como educação, saúde e segurança”.

Esquema

O vereador Aladir era proprietário de empresas fornecedoras de produtos e serviços e participava de licitações em Confins, que eram burladas mediante acordo entre os licitantes para que sua empresa vencesse o certame público. As reuniões ocorriam antes do início do pregão para apresentação das propostas, no próprio pátio da Prefeitura Municipal, momento em que os resultados eram combinados. Antes mesmo de a licitação iniciar, os autores já sabiam quem ganharia o certame.

Aladir e outros três suspeitos foram indiciados por falsidade ideológica, organização criminosa, concussão, corrupção passiva e fraudes em licitações. As penas somadas podem chegar a 37 anos de prisão.

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