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Especialista dá dicas sobre o que fazer com a segunda parcela do 13º

A segunda parcela do 13º salário, que corresponde a 60% do benefício, deve ser paga aos trabalhadores até o próximo sábado (20). Para a mestre em Finanças Valéria Saturnino, quem tem dívidas deve se controlar nas compras e priorizar os débitos, para que os juros não cresçam tanto. Também é preciso ficar atento aos tributos tradicionais de início de ano. A primeira parcela do 13º foi paga pelos empregadores no último dia de novembro.

Especialista dá dicas sobre o que fazer com a segunda parcela do 13º
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Valéria Saturnino, que também é professora de administração da Faculdade dos Guararapes, recomenda usar uma parte do décimo terceiro para quitar as dívidas. “Se o débito for alto e a pessoa não conseguir quitar com o benefício, ela deve pagar pelo menos uma parte e renegociar a dívida restante em parcelas que caibam no salário regular”. Para a professora, mesmo com os tributos de começo de ano, como IPTU, IPVA, matrícula e lista de materiais escolares, pagar débitos deve ser prioridade no orçamento familiar. “Esses novos gastos podem ser parcelados ou pode-se fazer uma pesquisa de preços para conseguir descontos. No caso da dívida, quando mais tempo ela perdurar, mas juros vão incorrer sobre elas e mais elas vão crescer”. Ainda segundo Valéria, não vale a pena guardar dinheiro para pagar toda a dívida de uma vez. O ideal é que todo o dinheiro que sobre no orçamento seja usado para os pagamentos, até porque os juros do cartão são maiores do que os da poupança.

Caso o trabalhador esteja com débitos no cartão de crédito e no cheque especial, é recomendável avaliar junto ao banco qual dois dois tem a taxa de juros mais alta, para que seja quitado primeiro. Pagar empréstimo para saldar dívidas não é indicado, a não ser que as parcelas caibam no orçamento. “É muito fácil o trabalhador que pegou empréstimo cair numa bola de neve, se endividando ainda mais”, conta Valéria. Quem têm muitas dívidas pode experimentar parar de usar o cartão. Não é preciso cancelar, apenas ligar para o banco para suspendê-lo. “Assim, quando vier a tentação de usar, o cartão não vai estar disponível e a pessoa não vai contrair mais débitos”, completa.

Para não ficar no vermelho durante o ano, a mestre em Finanças dá algumas dicas: “Sempre pague o valor cheio da fatura do cartão de crédito, compre bens menores à vista ou em parcelas que não comprometam a renda e leve em consideração as despesas correntes, que são água, luz, telefone e outros gastos básicos”. Outra tática para evitar edividamento futuro é só comprometer parte do salário com dívidas de aquisição de bens, como imóveis ou veículos e mesmo assim, tentar pagar em poucas parcelas. Por exemplo, se alguém compra um carro parcelado em 60 vezes, ao trocá-lo, ela pode dar um valor maior de entrada e parcelar em 48 ou 36 vezes. Valéria finaliza afirmando que um orçamento saudável reserva 30% para investimentos e não compromete mais 40% em dívidas.

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