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Rio 2016 – ‘Superbactéria’ é encontrada em região próxima à Baía de Guanabara

Grande desafio do Brasil para o Rio 2016, a limpeza da Baía de Guanabara está longe de acontecer. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram bactérias resistentes a remédios nas águas do Rio Carioca. As “superbactérias” são normalmente encontradas em lixo hospitalar e fabricam uma enzima, KPC, resistente a antibióticos. O fato gerou repercussão em alguns veículos de comunicação do exterior, como a BBC e o Daily Mail.

Rio 2016 - ‘Superbactéria’ é encontrada em região próxima à Baía de Guanabara
Rio 2016 – ‘Superbactéria’ é encontrada em região próxima à Baía de Guanabara

De acordo com a publicação da BBC, os pesquisadores colheram amostras da bactéria na praia do Flamengo, próxima à Baía de Guanabara, onde acontecerão as competições de vela nos Jogos Olímpicos de 2016. Cerca de 70% do esgoto produzido pela cidade do Rio de Janeiro é despejado nas águas da Baía de Guanabara.

A “superbactéria” pode causar infecções urinária, gastrointestinal e pulmonar. Segundo a coordenadora do estudo do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, Ana Paula D’Alincourt Carvalho Assef, o paciente infectado deverá ser internado imediatamente: “O problema é que, em caso de infecção, é possível que o tratamento envolva a internação”.

“Uma vez que as super-bactérias sejam resistentes aos medicamentos mais modernos, os médicos precisam confiar em drogas que raramente são usadas porque são tóxicos para o organismo”, disse Ana Paula à agência de notícias AP.

Em sua candidatura olímpica, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prometeu reduzir a poluição na Baía de Guanabara em 80%. No entanto, em junho deste ano, o político admitiu que o objetivo dificilmente seria alcançado: “Eu sinto muito que nós não vamos usar os Jogos para limpar completamente a Baía de Guanabara”.

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