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Norte de Minas – Coca-Cola investe R$ 1,4 milhão contra a seca

A seca, que há quatro anos castiga a população do Norte de Minas Gerais, tem despertado o interesse de empresas que buscam meios para minimizar os efeitos da estiagem e da escassez de água potável. A Coca-Cola Femsa Brasil que investiu R$ 1,4 milhão através do Programa Água – Plantas Potabilizadoras em equipamentos que são considerados fundamentais para a sobrevivência em regiões que convivem com a seca.

Plantas Potabilizadoras em equipamentos que são considerados fundamentais para a sobrevivência em regiões que convivem com a seca
Plantas Potabilizadoras em equipamentos que são considerados fundamentais para a sobrevivência em regiões que convivem com a seca

O recurso foi aplicado na aquisição de duas plantas potabilizadoras móveis, três plantas fixas, três caminhões-pipa, 120 cisternas, três caixas d”água e na capacitação de pessoas da Defesa Civil e dos municípios, que ficaram responsáveis pela administração dos bens. As plantas potabilizadoras transformam água imprópria para consumo em água potável, através da produção de cloro que é distribuído para a população tratar a água em casa.

O projeto atua em duas frentes. A primeira é voltada para municípios que convivem com a seca e não dispõem de água potável, onde foram instaladas unidades fixas. A segunda é para o período chuvoso, quando são registradas enchentes, e foram destinadas duas plantas potabilizadoras móveis, que transformam a água poluída em potável, normalizando o fornecimento.

A instalação das plantas mudou a qualidade de vida da população que convive com a escassez do recurso hídrico e, normalmente, consome água imprópria, que causa danos à saúde. Os equipamentos potabilizadores fixos foram instalados nos municípios de Pedras de Maria da Cruz, Varzelândia e Virgem da Lapa, no Norte do Estado.

Com as máquinas é possível tratar 1 litro de água por segundo, o que atende mais de 4,5 mil pessoas diariamente. Os equipamentos usam a mistura de sal comum, água e energia para produzir 100 litros de cloro ao dia, que é distribuído para que a população trate a água.

De acordo com a gerente de Comunicação Externa e Sustentabilidade da Coca-Cola Femsa, Ana Flávia Barbosa de Bello Rodrigues, será o número de pesoas atendidas será ampliado.

“Vamos aumentar a capilaridade e abrangência das plantas já instaladas. Depois poderemos planejar uma possível expansão do projeto para outras localidades. O processo é lento, pois necessita da transformação de toda a comunidade, mas é importante pois gera valor econômico e social para as regiões. Outro impacto positivo promovido pelo projeto é na redução de doenças”.

Unidades mudam a vida de moradores

Para o prefeito de Varzelândia, Felisberto Rodrigues, a instalação da unidade mudou a vida das pessoas. No munic&iaiacute;pio, que vem convivendo com uma seca severa nos últimos quatro anos, a unidade foi instalada na comunidade Lagoinha, onde o abastecimento de água é feito através de caminhões-pipa, com água retirada em poços e de chuvas, quando as mesmas ocorrem. No local, a seca é tão severa que, dos quatro poços perfurados, apenas um não secou. De acordo com os dados da prefeitura, os registros de casos de doenças provocadas pelo consumo de água imprópria caíram 83% após a instalação da máquina.

“O projeto tem contribuído para que a população tenha acesso à água tratada, o que evita várias doenças, principalmente em crianças. Desde a instalação da unidade, os casos de diarreia e demais patologias causadas pelo consumo de água imprópria foram reduzidos significativamente”, explicou Rodrigues.

De acordo com o líder comunitário e responsável pela administração da unidade potalizadora de Varzelândia, Everton Ferreira, diariamente a planta produz cloro suficiente para o atendimento de 4,5 mil pessoas.

“Estamos muito otimistas com a instalação da unidade e acredito que os benefícios para a população serão enormes. Atualmente, no município, são cerca de 150 famílias atendidas pelo projeto, mas pretendemos expandir este número rapidamente”, disse Ferreira.

Por Michele Valverde / Diário do Comércio

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