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Coluna – Simples Assim

Não quero que você entenda, nem me leve a mal. Preciso dizer estas palavras neste que se passam dois dias após o natal. Tudo está muito complicado e as ruas não parecem sentir que suas esquinas estão cada vez mais complexas, ninguém usa roupas iguais como nos times de futebol, será isto um sintoma da não aceitação de números e listras? Não sei se souberes guarde para ti, pois entraremos em 2015 com contas a pagar, presentes de natal no cartão, cervejas dependuradas nos botecos e carnes nos frigoríficos dos açougues, sem esquecer a ressaca moral das palavras ditas no auge do porre. Mas assim caminha a humanidade sem querer repetir titulo de filme, sou um adepto das coisas que se predispõem a não serem entendidas. Por exemplo, um tio de um amigo do dono da mercearia que era policial reformado enlouquecera. A família o amava, a mulher não cansava de tecer elogios enquanto ele desfilava com sua farda coberta de insígnias, Sargento Brás era o cara. Tinha um bigode grande e penteava os cabelos no estilo de Stalin, os filhos andavam montados sobre motos de altas cilindradas, estudavam em universidades renomadas e insultavam colegas para que o pai interferisse, sobrara certa vez para o vendedor de coxinhas da porta da faculdade, um dos filhos pedira de carne e no meio da mordida arrependera-se e queria trocar por recheio de frango, o moço educadamente disse que não o faria, uma vez que estando mordida não conseguiria vende-la e ficaria no prejuízo. O dito das costas largas deu-lhe voz de prisão, mas o pequeno comerciante recusara por não ter cometido nenhuma infração e também por saber que aquele não era autoridade alguma. Chamado por telefone o pai viera com homens encapuzados de escopetas nas mãos e algemara o pobre vendedor, que na hora da tortura confessara um crime cometido ainda na adolescência. Mas este policial depois de reformado desenvolvera uma psicopatia que lhe tirava o bom senso, arrancava a roupa e saia nu pelas ruas com seu revolver na mão, ameaçava quem lhe tirasse sarro e obrigava motoristas de ônibus a dar-lhe carona naquela situação. A esposa que dizia ter muito amor fugira certa noite após ter sacado uma enorme quantia em dinheiro da conta dele, fora para longe do Brasil com um amante, os filhos também tomaram outros destinos e sobrara o hospício para o “pistoleiro pelado” alcunhada herdada pela sua conduta. No Manicômio acordara certa noite gritando que Jesus havia lhe dito em sonhos que partir daquele momento seu nome seria Maria e mesmo sendo homem daria a luz a um filho. Após uma sessão de eletrochoque não queria mais ser a mulher de José, passando a tomar cuidado no que dizia em delírios. Simples assim, não há problemas que subsistam quando fazemos de conta que moramos em um conto de fadas, só não devemos levar tão a sério feito seu Eustáquio de Ibiá, que usando folhas de bananeiras amarradas as costas feito asas saltara de cima de uma mangueira, conseguindo bater as asas verdes, todavia não conseguira desviar-se do chão que lhe quebrara pernas, braços e o nariz. Agora vai, nossa economia saltou de terceiro mundo para próximo das nações mais ricas, com isto as casas se enchem de eletrodomésticos caros e uma enorme satisfação na cara do povo que ainda precisa tratar os dentes, por em dentes outro dia vi um relato impressionante sobre o Tigre Dentes de Sabre, mas não consigo me lembrar de onde foi. Por hora é só simples assim, elucubrações nascidas de pensamentos imperfeitos.

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
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