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Coluna – Em nome da Paz

O domingo foi marcado por protestos em todas as partes do mundo, lembranças do atentado ao Jornal Charlie Hebdo por muito tempo farão companhia as trágicas fantasias dos seres, alguns chamados de humanos. A França que carrega o rotulo de país laico e ratifica sempre com os lemas da Revolução de Danton, Robes Pierre e outros mais, talvez pretendam rever suas maneiras de lidar com os filhos que agregam de outras pátrias, principalmente os radicais seguidores de Alá. Segundo dados da imprensa o Muçulmanismo é a segunda religião entre os Franceses, ficando atrás apenas do Cristianismo. Mas infelizmente a terra do Louvre não é a única vitima destas pessoas que em nome do respeito ao Profeta matam deliberadamente, seja no frio dos polos ou no calor do Saara a vingança deve ser cumprida com sangue e com ódio para que o temor cresça e todos os olhos se voltem para aquilo que prega os mandamentos. A pergunta é simples, se estão seguindo as coisas do Profeta por que é não se pratica a tolerância como forma de elevar o espirito dos tais pecadores?  Ao invés disso chafurdam no fundamentalismo e recriam suas leis exterminadoras, o que pode trazer em tempos próximos gravíssimas consequências para a paz mundial. É aterrorizante pensar que a xenofobia contra os Maometanos pode crescer de forma significativa e chegar a pessoas que tem a intenção de pregar a face pacifica do Islã. Pois contando em números os radicais do planeta são  infinitamente menores a todas as pessoas insatisfeitas que querem mudanças imediatas, querem a harmonia social a qualquer custo   nem todos são do mesmo balaio. Se lembrarmos das ultimas grandes Guerras analisando os motivos causadores, não será devaneio algum pensar em uma terceira se iniciando com confrontos entre as duas vertentes de ideias. Se para os radicais quanto mais pessoas matarem para receberem o premio lá em cima, incluindo a um numero considerado de virgens, para outros que já demonstraram frieza em exterminar populações será apenas mais um álibi, assim o sangue não terá anticoagulante vai jorrar feito enxurrada até o momento em que houver sensatez para o dialogo. Todavia vemos que ceder é um verbo que não se conjuga na gramatica dos radicais que um dos irmãos terroristas antes de ser morto, conversara com um repórter e se dizia cumpridor do direito de vingar o profeta, outro que fizera reféns em um mercado na mesma data declarara que fazia parte da girandola criminosa dos irmãos. E até que ponto um simples Mulçumano se considera poderoso o bastante para se armar e sair por ai julgando e vingando as blasfêmias? O ex-craque do Futebol Francês responsável pelo único titulo daquela seleção Zinedine Zidane é um adepto da religião, que eu saiba além de uma cabeçada maldosa em outro atleta sua conduta em época de atuações fora sempre elogiada. Assim como o craque do Real Madrid Benzemá. Muitas perguntas ainda devem ser respondidas, com certeza a ONU e outros órgãos de alcance internacional que não querem um terceiro embate mundial, pensarão em respondê-las de forma que não salpique combustíveis inflamáveis nas costas dos seguidores de Alá, nos locais em que a sociedade está de isqueiro aceso nas mãos. Durante a semana notou-se que o mundo não está tão frio quanto parece, as televisões sensacionalistas que não se cansam de estampar violências de todas as naturezas e o povo amedrontado por falta de segurança deveriam focar neste simples, mas de muito significado detalhe, os lideres da Palestina com o Primeiro Ministro de Israel na caminhada de protesto pela paz na França e em todo mundo, precisamos de mais dialogo e de alguns ajustes. Lembro-me quando em 2001 os aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas nos Estados Unidos, fui um dos que comemoraram aquela cicatriz ao vivo sendo feita na cara do centro econômico do mundo. Por causa das atrocidades do Bush nos esquecemos de que inocentes que acordavam de madrugada para ganhar a vida estavam suando seus uniformes estavam morrendo ali dentro, também, que nenhum radicalismo pode ser considerado justo para qualquer tipo de resolução justa. Espero que a França continue com a bandeira da indignação hasteada para lembrar-se da tragédia que vitimou aquelas pessoas, porém que todas as outras pessoas do planeta entendam que nem todos os que se vestem como os terroristas ou cultuam o mesmo Deus, são iguais a eles. Que haja paz no mundo.

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
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