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MG – Presos que mataram 25 detentos em Ponte Nova vão a júri popular

Os presos que incendiaram uma cela na cadeia pública de Ponte Nova, na Zona da Mata Mineira, em 2007 irão a Juri Popular por homicídio doloso, quando há intenção de matar. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A decisão foi dada pelo juiz Maycon Jésus Barcelos, da 2° Vara Criminal da cidade.

MG - Presos que mataram 25 detentos em Ponte Nova vão a júri popular
MG – Presos que mataram 25 detentos em Ponte Nova vão a júri popular

Segundo a denúncia à Justiça em 23 de agosto de 2007, os réus simularam uma rebelião para matar rivais. Com armas de fogo, facas e lâminas eles foram até as celas onde os rivais estavam acautelados. Além disso, eles colocara fogo no local, matando então 25 detentos.

Na época a cadeia estava superlotada e acolhia três grupos rivais de alta periculosidade. Deveria ter 87 presos, mas abrigava 173. O alvo principal do grupo era o líder de uma das gangues Cleverson Alexandre da Cruz, o “Clevinho” e rival do traficante Wanderson Luís Januário, o “Biju”.

O crime ganhou uma repercussão nacional e Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas foi à cidade para entender o que aconteceu e a unidade prisional foi desativada e foi construído um complexo penitenciário em Ponte Nova.

Depois de recolher as provas, o juiz considerou que há materialidade e indícios suficientes para pronunciar 24 suspeitos, já que um deles morreu no decorrer do processo. Eles vão responder também pelos crimes de tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Lembre o caso

As investigações indicam que os irmãos Wallison Macedo Pinto, o “Ratão”, Wenderson Macedo Pinto, o “Chuchu”, e Richardson Macedo Pinto, o “Barão, conhecidos como os irmãos Barão, planejaram a rebelião para matar sete detentos em um acerto de contas. Eles conseguiram armas e facas com a ajuda de um carcereiro.

Eles iniciaram um montim para matar os rivais, no entanto um outro grupo rival liderado por Wanderson Luís Januário, o “Biju,  soube da rebelião, conseguiu escapar da cela, cerrando as grades e a confusão se generalizou. O grupo usou armas e facas para agredir os rivais e depois atearam fogo no local fazendo com que os presos morressem carbonizados.

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