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Saúde – Bisfenol A ‘não representa risco para a saúde’, mas persistem dúvidas

Substância está proibida desde 2011 nas mamadeiras e é utilizada nas embalagens de plástico para alimentos, garrafas de água e recibos de caixas eletrônicos.

Saúde - Bisfenol A 'não representa risco para a saúde', mas persistem dúvidas
Saúde – Bisfenol A ‘não representa risco para a saúde’, mas persistem dúvidas

A exposição aos níveis atuais de bisfenol A “não representa um risco para a saúde dos consumidores”, embora muitas dúvidas ainda precisem ser esclarecidas, afirmou nesta quarta-feira (21) a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) em um relatório muito esperado.

Após uma reavaliação completa lançada em 2012 sobre esta substância, possível causadora de transtornos do sistema endócrino, a EFSA recomenda dividir por doze o limite de segurança da exposição humana: a dose diária tolerável deve ser de 4 microgramas (µg) por quilograma de peso corporal, contra 50 µg atualmente, recomenda.

No entanto, de qualquer forma a exposição real a esta substância já é “de três a cinco vezes inferior” a este novo nível sem risco, disse a EFSA.

O bisfenol A, ou BPA, está proibido desde 2011 nas mamadeiras distribuídas na União Europeia (UE) e é utilizado nas embalagens de plástico para alimentos, garrafas de água e recibos de caixas eletrônicos.

A agência salienta, contudo, a “incerteza sobre os efeitos potenciais do BPA nas glândulas mamárias, assim como nos sistemas reprodutor, metabólico, neurocomportamental e imunológico”, assim como seus possíveis efeitos indesejáveis com altas doses “nos rins e no fígado”.

Esses efeitos, assim como a possível incidência no desenvolvimento do câncer, em particular o de mama, “são considerados pouco prováveis, mas não podem ser excluídos”.

O BPA “também pode ter efeitos nas glândulas mamárias dos animais”.

Os especialistas da EFSA reconhecem igualmente que não têm dados suficientes da exposição cutânea, o que, segundo um deles, Trine Husoy, “aumenta a incerteza que cerca as estimativas relacionadas aos recibos de caixas eletrônicos e aos cosméticos”.

Mas a agência garante que considerou todas essas dúvidas ao reavaliar a dose diária tolerável.
A agência também pede paciência ao que se opõem ao BPA, entre eles as autoridades francesas, que proibiram seu uso em todas as embalagens alimentícias, até que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

Para “responder a uma grande quantidade de perguntas”, a EFSA espera a publicação “dentro de dois ou três anos” dos resultados de um estudo de toxicologia realizado nos Estados Unidos.
Em um relatório intermediário publicado em janeiro de 2013, a EFSA estimava que o BPA poderia ser nocivo.

A agência europeia, acusada com frequência pelos ativistas do meio ambiente e pelas associações de consumidores de tomar partido a favor da indústria, finalizou esta “reavaliação completa” por meio de uma consulta pública na internet.

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