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Coluna – Misturas explosivas

Neste artigo apresento  um alerta aos pais; e aos conselhos de fiscalização, adentrando em um assunto um pouco mais delicado, ao qual eu denomino de misturas explosivas. Sim…nas noites de nossa cidade já estão utilizando certas substâncias que apesar dos nomes inocentes fazem muita diferença. A mistura de drogas é uma experiência arriscada, como sempre foi, todavia a curiosidade,falta de informação e a busca da liberdade ao extremo, têm conseguido adeptos entre aqueles que buscam potencializar seus efeitos e testar seus limites. Essa prática tem-se tornado comum entre jovens de 16 a 35 anos, oriundos da classe média alta e que abusam da sorte em busca de momentos singulares nas casas noturnas. Uma das novidades desse mercado é o TRIMIX que combina ecstasy,o LSD (ácido lisérgico) e um medicamento para disfunção erétil.  É um pó resultante da trituração dos ingredientes e acomodado em cápsulas de plástico que custam em média R$100,00.

Ainda não há relatos de apreensão  mas “a boca pequena” fala-se da utilização desse material na excitação intensa do sistema nervoso central, com manipulação das sensações e dos sentidos e numa falsa sensação de prazer. Outro nome já difundido é o Speedball que une cocaína e heroína ocasionando efeitos de destruição dos neurônios aumento da pressão arterial e cardíaca e  a pessoa reage como “zumbi”.

Atrela-se a possibilidade de surtos neuróticos. A mais recente é a Super K que é a droga sintética do momento ela oferta um efeito imediato misturando sensações analgésicas e amnésicas, atrai pelas sensações de estar nas nuvens. A substância pode ser encontrada em pó ou líquida. Procurei na semana passada, em seis casas especializadas e me responderam que a comercialização dos frascos de 20 ml  é realizada apenas com receita. A versão em pó é caseira e se faz pela evaporação do líquido transmutando-o em pequenas raspas e é então, ofertado para a inalação. Ela é, no cotidiano, um anestésico para animais.

 Outra combinação comum é a da maconha ou cocaína com o uísque. Cenas do filme Pulp Fiction ( tempo de violência – 1994) do diretor Quentim Tarantino, aborda a mistura e sua possível conseqüência. A personagem Mia Wallace, prepara-se para um encontro utilizando-se desse expediente. O problema do uso de drogas é que a pessoa libera seu eu interior e não há uma previsão para a reação física de cada um … tudo dependerá do estado psicológico do usuário, mas quero ressaltar que  o que pode parecer ser apenas uma “curtição” pode ter um fim trágico ou ser o primeiro passo de um caminho sem volta.

Por Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos
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