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Coluna – Estafeta do governo

No oceano de irregularidades em que o governo e o PT estão mergulhados, com efeito, não causa nenhum constrangimento ao milongueiro Pepe Vargas (PT-RS), ministro da secretaria de Relações Institucionais, a convocação compulsória do ex-tesoureiro do PT, Vaccari Neto, para falar do butim da Petrobras na nova CPI da Câmara Federal.

Contra fatos não há argumentos. Por isso, não existe nenhum brasileiro responsável que saia em defesa da inocência da Petrobras.

É uma vergonha que um político gaúcho aceite descumprir o mandato de deputado federal para servir de fantoche do governo federal.

Senhor Pepe Vargas, o Brasil precisa de moralidade pública, e somente os biltres do PT e da base de apoio ao governo desejam viver num país chafurdado em artimanhas.

Enquanto se dilapida o Tesouro, faltam recursos para a educação de qualidade: mais de 500 mil candidatos tiraram nota zero na redação do Enem, e 7 bilhões de reais da educação foram cortados pela presidente Dilma.

A saúde pública nacional é um caso de socorro internacional: os pobres cidadãos brasileiros morrem diuturnamente nas portas ou nas macas dos hospitais desaparelhados.

Não se tem serviço de segurança pública de qualidade em todo o território nacional: estamos encurralados em nossas casas enquanto a bandidagem solta debocha da sociedade e das autoridades.

A realidade crua e inquestionável é que o PT idealizou mexicanizar o Brasil, corrompendo as suas instituições para impor a sua metodologia fascista de governar. Não fosse a mídia, que o PT tanto exorciza, por denunciar as falcatruas do Planalto, a sociedade não ficaria conhecendo a corrupção política do país.

O primeiro mecanismo espúrio do governo petista para conspurcar o país foi abortado: o mensalão. E não se dando por vencido, o governo maquinou o petrolão. Ambos, mensalão e petrolão, formam um esquema de origem política e da mesma natureza, montados pelo governo para obtenção de recursos ilegais destinados a financiar campanhas eleitorais de candidatos do PT e comprar a fidelidade no Congresso de parlamentares de base de apoio. E a prova está na denúncia premiada em que os principais envolvidos já nominaram os componentes da quadrilha.

Deputado Pepe Vargas, sabe-se de sua quixotesca tarefa em defender o governo. O senhor terá de pugnar contra muitos moinhos de vento colocados por Dilma Rousseff para sua jornada em vão.

O seu papel patético e pateta de escudeiro do governo deveria ser evitado se o senhor fosse um político leal, não oportunista, que não fizesse da vida política profissão e que tivesse um mínimo de respeito com o voto recebido de seus incautos eleitores para exercer as suas atividades dentro do Congresso Nacional  para o qual fora eleito, em vez de servir de estafeta do governo.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Júlio César Cardoso
Júlio César Cardoso

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