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Crise hídrica não gera riscos para alimentos, diz ministra da Agricultura

Crise hídrica não gera riscos para alimentos, diz ministra da Agricultura.

Crise hídrica não gera riscos para alimentos, diz ministra da Agricultura
Crise hídrica não gera riscos para alimentos, diz ministra da Agricultura

Kátia Abreu, ministra da Agricultura, descartou risco de desabastecimento ou inflação de alimentos no País.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, descartou nesta quarta-feira risco de desabastecimento ou inflação de alimentos por causa da falta de água que afeta o País. Ela explicou que além das perspectivas de chuvas para os próximos dias, as perdas de produção nos Estados mais afetados pela estiagem serão compensadas pela produção em regiões irrigadas.

“É um otimismo não exacerbado, é uma torcida bem realista, porque, de fato, foram anunciadas chuvas para todo o Brasil, especialmente no Sudeste. A gente fica otimista por períodos. Neste, estamos otimistas”, disse, após reunião ministerial para discutir os impactos da seca.

“Não estamos vendo caos diante dos nossos olhos”, acrescentou a ministra, ao adiantar que os dados do levantamento de safra que serão apresentados na quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento não trarão diferenças em relação às perspectivas apresentadas em janeiro.

Segundo Kátia Abreu, a produção de commodities (produtos primários com cotação internacional)  não foi afetada, a de carne não depende de questões relacionadas a falta de água neste momento, e a de leite também não sofrerá grandes impactos porque os produtores são preparados para a fase seca.

Em relação ao tomate, cebola, batata e laranja, que, segundo a ministra, têm grande reflexo sobre o Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial – a produção em áreas irrigadas deve compensar as perdas em São Paulo e no Paraná.

“Estamos com a expectativa de que perímetros irrigados de Goiás e do Nordeste deverão produzir o suficiente para não termos problemas com estes produtos”, disse a ministra, acrescentando que há 1,2 milhão de hectares irrigados por 17 mil pivôs centrais nestas culturas.

De acordo com Kátia Abreu, as medições de umidade do solo feitas por satélite pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mostram que os primeiros dados de fevereiro serão mais favoráveis para os produtores.

“Nossa expectativa é positiva porque houve chuvas em vários lugares do País onde não estava chovendo no veranico de janeiro. Estamos otimistas de que a leitura desse próximo decêndio fará diferença e melhorará a umidade do solo percebida pelo satélite”, disse.

As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que os Estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco terão estiagem grave, e Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte também serão afetados, em menor grau.

Desde o agravamento da falta de água, oito ministros se reúnem com frequência para discutir os impactos da estiagem. Além de Kátia Abreu, participaram da reunião desta quarta-feira, no Palácio do Planalto, os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Integração Nacional, Gilberto Occhi, das Cidades, Gilberto Kassab, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, de Minas e Energia, Eduardo Braga, da Defesa, Jaques Wagner e do Planejamento, Nelson Barbosa.

Da Agência Brasil

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