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Carnaval 2015 – Folia de carnaval em áreas rurais e silvestres exige cuidados com carrapatos

Carnaval 2015 – Folia de carnaval em áreas rurais e silvestres exige cuidados com carrapatos.

Carnaval 2015 - Folia de carnaval em áreas rurais e silvestres exige cuidados com carrapatos
Carnaval 2015 – Folia de carnaval em áreas rurais e silvestres exige cuidados com carrapatos

Comum em áreas onde há cavalos, bois e capivaras, carrapatos podem transmitir doenças graves como a Febre Maculosa Brasileira

Para quem está pensando em curtir o carnaval longe da folia dos blocos de rua e vai aproveitar os dias para descansar em regiões rurais, deve estar atento a alguns cuidados para evitar o contato com carrapatos, que podem causar uma doença grave, a Febre Maculosa Brasileira (FMB).

A FMB é uma doença infecciosa, febril aguda. É transmitida através da picada de carrapatos infectados com a bactéria Rickettsia rickettsii, que é o agente causador da doença. A referência técnica do Programa da Febre Maculosa Brasileira da Secretaria de Estado de Saúde, Bruna Dias Tourinho, explica que nos estágios iniciais da FMB os sintomas podem ser facilmente confundidos com o de outras doenças. “Eles incluem febre, em geral alta, dor de cabeça, dores musculares intensas, mal estar generalizado, náuseas e vômitos. Entre o segundo e o sexto dia de sintomas, pode ocorrer o aparecimento de exantemas, que são manchas ou pápulas avermelhadas na pele”, esclarece.

A referência técnica explica, ainda, que casos da doença são mais comuns em áreas rurais e silvestres, embora a ocorrência da doença em áreas urbanas também seja registrada. “Indivíduos infectados relatam exposição a carrapatos, animais domésticos e/ou silvestres ou que frequentaram ambiente de mata, rio ou cachoeira, seja em atividades de lazer ou trabalho”, afirma.

Em Minas Gerais, a principal espécie de carrapato envolvida na transmissão da FMB é o Amblyoma cajennense, encontrado principalmente em cavalos, mas que também podem  ocorrer em bois, cães e capivaras.

Apesar dos carrapatos geralmente encontrados nos animais domésticos não serem os mais comumente envolvidos na transmissão da febre maculosa, eles também podem transmitir a bactéria causadora da doença. Por isso, é imprescindível o cuidado com os bichinhos, especialmente se eles também forem curtir a folia no campo, em contato com ambientes propícios a carrapatos. As ações são simples e fazem parte da rotina de cuidados do melhor amigo: mantê-lo limpo, bem tratado e com consultas regulares ao veterinário.

A febre maculosa tem alta letalidade, já que a bactéria causadora da doença pode produzir sintomas graves e fatais. O diagnóstico tardio é um dos fatores que elevam a gravidade da doença. Assim, é fundamental que, diante de sintomas da doença após a estadia em locais com grandes chances de infestação de carrapatos, o paciente procure imediatamente o serviço de saúde. O tratamento para a doença é feito por antibióticos e é inteiramente fornecido na rede pública de saúde.

Cuidados para evitar o contato com carrapatos

Algumas medidas preventivas simples podem evitar o contato com os carrapatos e, consequentemente, com a febre maculosa, tais como, utilizar botas, calças, blusas com mangas compridas e de cores claras ao frequentar áreas para pescarias, passeios ecológicos ou ter contato com animais. Isso porque as roupas de cores claras facilitam a visualização do carrapato.

Os dias são de descanso, mas é preciso evitar caminhar, sentar ou deitar em áreas em que se sabe da existência de carrapatos. Outra dica é examinar o corpo, especialmente das crianças, sempre que frequentar áreas com o artrópode, para ver se não há nenhum deles preso à pele.

Se encontrar um carrapato grudado na pele é necessário ter cuidado ao retirá-lo. O ideal é utilizar pinças e luvas para não esmagá-lo e acabar se contaminando.

Os ambientes também devem ser mantidos limpos e roçados para reduzir a população de carrapatos. Os bois devem ser criados separados de cavalos e a visita regular ao veterinário também vale para esses animais.

Ações da SES para controle da doença

A referência técnica de Febre Maculosa Brasileira, Bruna Tourinho, explica que várias medidas são tomadas para controle da doença. “A atuação da SES no controle à febre maculosa brasileira ocorre por meio de recomendações referentes aos casos humanos da doença, direcionadas à detecção e tratamento precoce dos casos suspeitos, visando reduzir o número de óbitos pela doença; investigação e controle dos surtos da doença; adoção de medidas de controle e prevenção; identificação dos locais prováveis de infecção dos casos; disponibilização de materiais educativos; apoio às ações de vigilância realizadas nos municípios; e apoio na identificação de espécies de vetores identificados em áreas com casos humanos de febre maculosa”, listou.

Mantida as ações de controle por parte da SES, os cidadãos também podem e devem ajudar a controlar a doença, estando atentos às medidas de proteção individual, sempre que houver contato com áreas onde há carrapatos e adotando as medidas ambientais recomendadas, mantendo lotes e pastos limpos e capinados.

Outras doenças transmitidas por carrapatos

A febre maculosa brasileira é a doença transmitida por carrapatos mais prevalente e reconhecida no Brasil e em Minas Gerais, mas não é a única, como explica Bruna Tourinho. “Outras bactérias do grupo das riquétsias, [no qual se enquadra a bactéria que transmite a FMB], podem causar quadros clínicos semelhantes aos da febre maculosa brasileira, mas com diferenças nas apresentações clínicas, virulência e também na letalidade. Outros patógenos podem ser transmitidos pelos carrapatos, causando doenças infecciosas em seres humanos. Como exemplo, temos a Doença de Lyme/Lyme símile, (transmitida por bactérias da espécie Borrelia), ou ainda alguns vírus. Em animais, os carrapatos podem transmitir erliquiose (causada por bactéria do gênero Ehrlichia) ou babesiose (causada por protozoário do gênero Babesia)”, exemplifica.

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