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Coluna – “Eu vim para servir”! E você?

Coluna – “Eu vim para servir”! E você?

O embrião da Campanha da Fraternidade surgiu na pequena cidade de Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, no início da década de 60. Caminhadas de casa em casa, de rua em rua, de povoado em povoado, eram realizadas no desiderato de se incutir nas pessoas a ideia de cooperação, de efetiva participação social.

A expressão Campanha da Fraternidade foi usada pela primeira vez na quaresma, do ano de 1962, na capital potiguar. Na década de 70, erigiu-se como mecanismo para denúncias e debates. Em 1974, em plena ditadura militar, teve como tema: “Reconstruir a vida”, e como lema: “Onde está o teu irmão?”

A órbita de atuação da igreja na sociedade, qualquer que seja, renova-se de tempos em tempos, conforme o contexto épico e as transformações sociais. A conjuntura atual exige da igreja uma efetiva participação, orientando as pessoas sobre as opções existentes, a fim de que cada um, dentro da trajetória de livre arbítrio, escolha o caminho a ser seguido. O aconselhamento é sempre bem-vindo! Especialmente quando parte da igreja, a instituição de maior capilaridade existente, presente onde o povo está.

A abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2015 acontece na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro próximo. O tema deste ano é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. O lema: “Eu vim para servir”. O significado da campanha deste ano consiste em chamar a atenção da sociedade sobre os terríveis problemas que a tem atormentado, buscando conscientizar as pessoas ao pleno exercício da cidadania e da servidão, para o bem comum. Cuida-se de uma ação ecumênica, sem protagonismo de doutrinas ou estruturas religiosas. Todas as igrejas Cristãs, assim, devem lutar com espírito de unidade, serenidade e ternura, a fim de que os propósitos almejados sejam alcançados.

Devemos buscar, por exemplo, nessa ideologia de ajudar, de auxiliar e instruir os homens, a melhoria da educação, mormente de crianças e jovens em nosso país, formando cidadãos com forte consciência ética, capazes de discernir entre o bem ou o mal, o correto e o errado, sem se deixar levar por interesses mesquinhos e escusos. Como se vê, muito mais que a mera instrução!

De igual modo, devemos despertar nas novas gerações uma cidadania positiva e ativa, além de ética social. Vale esclarecer que ninguém nasce com essas características, que são aprendidas na vida e correspondem à formação de uma natureza moral, que se sobrepõe à natureza instintiva.

Estar pronto para exercer a cidadania é, antes de tudo, ter preparo para atuar na sociedade de forma autônoma e consciente, conhecendo e cumprindo nossos deveres, mas também exigindo que nossos direitos sejam respeitados. Mas que fique claro: O exercício da cidadania não depende apenas dos atos do Estado para conosco, mas também (e principalmente) do que fazemos no dia a dia para realizar nossos projetos de vida.

É de Mahatma Gandhi a célebre afirmação: “Quem não vive para servir, não serve para viver!” A Campanha da Fraternidade eleita para este ano é um bom presságio. Sinal alvissareiro de bons tempos. O ciclo sombrio pelo qual passamos exige a participação de cada um de nós. A igreja tem buscado cumprir o seu papel. E você? Até quando vai continuar se omitindo? Precisamos SERVIR bem mais!

Por Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Freitas
Dr. Marcelo Freitas
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