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MG – Polícia Civil registra crescimento no número de desaparecidos encontrados em Minas Gerais

MG – Polícia Civil registra crescimento no número de desaparecidos encontrados em Minas Gerais.

Emilly Ferrari desapareceu no ano 2013 em Rio Pardo de Minas, no Norte de Minas
Emilly Ferrari desapareceu no ano 2013 em Rio Pardo de Minas, no Norte de Minas

Em dois anos, 44% das pessoas foram localizadas em todo o Estado. Em 2012, índice era de 26%.

A quantidade de pessoas desaparecidas encontradas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PMMG) aumentou 46% nos últimos dois anos. Em 2012, dos 12.540 desaparecidos, 3.301 foram encontrados, somando um total de 26,3%. Em 2013, 11.589 desaparecidos e 4.222 resgatados, o que corresponde a 36%. No ano passado, eram 10.973 pessoas desaparecidas e destas, 4.822 foram localizadas, somando um total de 44%. Os números podem ser maiores, uma vez que o sistema fica subnotificado nos casos em que os parentes não fazem a ocorrência de localização do desaparecido. Segundo o chefe da Delegacia Especializada pela Localização de Pessoas Desaparecidas, delegado Dagoberto Batista, há cerca de dois anos a Polícia Civil aumentou a divulgação de fotos de pessoas com paradeiro desconhecido e ampliou a rede. “Hoje temos cerca de 2 mil parceiros em todo o país. Isso ajuda muito na localização, principalmente dos desaparecidos que têm doença mental e necessidades especiais,” explicou Batista. O boletim de desaparecimento ou localização de pessoas pode ser feito pela internet, na Delegacia Virtual, pelo endereço delegaciavirtual.sids.mg.gov.br ou pessoalmente na Delegacia Especializada pela Localização de Pessoas Desaparecidas, que fica na Avenida Brasil, 464.

Busca De acordo com o delegado, muitas pessoas acham que o desaparecimento só pode ser registrado depois de 24 horas, mas ele esclarece que isso não é verdade. Dagoberto Batista alerta que o critério do desaparecimento é a saída da normalidade habitual da pessoa. Neste caso, a polícia deve ser imediatamente acionada. A partir da queixa, a polícia inicia a procura. O ponto inicial são as informações repassadas pela família, que, segundo o delegado, também é responsável por fornecer documentos, detalhes sobre costumes e características físicas do parente, além de exames como radiografias, que podem ser úteis para que peritos realizem o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Com Agência Minas

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