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Coluna – Apenas um homem (Parte III)

Apenas um homem (Parte III)

De repente um estrondo, um cheiro forte de gás e um helicóptero de guerra plainando sobre o local, gritos histéricos e mulheres nuas buscando refúgio. De cima outras desciam em cordas e caiam de  Para-quedas, vestiam-se de guerrilheiras e apontavam armas, falavam  idiomas desconhecidos. Capturado Damiano fora levado sob forte escolta para aonde  não tinha a menor idéia. Os rádios comunicadores não cessavam, as comandantes  juravam a todo instante que a presa estava em segurança e logo chegaria. Atravessaram montanhas geladas e vulcões que urravam como trovões, o tempo parecia nublado e um vento forte balançava o dirigível, apenas um mal tempo. Chegaram na Casa Branca e o prisioneiro fora levado para um banho de rosas, lhe fizeram as unhas e lavaram seu pênis com degermante, já passava das vinte horas, quando olhara de relance o relógio na parede sentindo  um cheiro de frango assado lhe invadir o olfato, seu prato predileto estava sobre uma imensa mesa da corte de Napoleão, onde  lindas mulheres sentavam-se seminuas aguardando sua chegada, por obrigação beijara cada uma delas no rosto e recebera breves toques nas nádegas e uma apalpada nos testículos que causara dor. Suspirava vendo que olhares lhe mastigavam concomitantemente ao frango com arroz, os ouvidos sorviam Strauss tocada por um grupo de garotinhas no esplendor das suas canduras com leves vestidos brancos e asas angelicais. Sabia o que viria depois e imaginava todas  elas, passava os olhos pelas pernas e seios,  na cabeça a estratégia do jogo. Assim foram horas e horas, a Presidente  fartara-se e viera a Vice, depois a Assessora  especial, desta forma hierarquicamente chegaram  as Câmaras baixas, até as militares  que lhe sequestrara  na operação de guerra. Mas tinha aquela que servia o jantar com quadris largos lembrando a moça do filme que escondia em segredo, mesmo cambaleante fora  satisfazer a ultima fantasia, mas antes que concluísse as preliminares invadiram o lugar, centenas de pessoas encapuzadas, fortemente armadas atirando em todas as direções, mataram todas aquelas mulheres que lhe serviram e na saída incendiaram a Residência Presidencial, arrastaram-no pelo mato e dentro de um saco amarrado a uma pedra lhe  lançaram ao mar. Antes que o desespero o fizesse arrepender  daquele pedido, por enxergar a morte apertando-lhe as narinas, fora resgatado por um submarino Soviético, possivelmente “O  Outubro vermelho”. A  exemplo de antes só não tivera tempo de alimentar-se, também não era portador de apetite, e tudo foi como vinha acontecendo, seu vigor era invejável e sua alegria aumentava, pensou em procurar o Gênio para renovar o pedido, mas lembrara-se que nos filmes um  desejo realizado não se pedia de volta. Depois de varias atividades, adormecera com o consentimento da Camarada Capitã, sua cama era feita de mulheres:  brancas e altas, pardas, sardentas e tatuadas, negras, morenas e ruivas, beliscara-se, sorrira por ser real, entrando imediatamente em alfa para repor as energias. Mas o sonho que gostaria que fosse repositor o fazia chacoalhar como se estivesse sendo transportado em rede de balanço sobre pedregulhos, corpos dilacerados por espadas eram lançados ao mar onde se via tubarões famintos circulando, sentira no sonho um calor insuportável, via mulheres Mulçumanas arrastando um camelo e ele estava dentro da gaiola sobre o animal, a frente outras mulheres de tribos diferentes  interceptara e lutaram violentamente, todas o queriam, todas estavam armadas e por de trás de grandes montes de areias surgiam multidões enfurecidas  que se enfrentavam, milhares de cabeças se soltavam dos pescoços e enxurradas de sangue coloriam as areias, nausebundo naquele sonho dantesco, sentira o corpo voar após a explosão de uma bomba que abrira uma cratera imensa  no meio do deserto…Estava nú e sangrava. Arrastado novamente, soletrara no avião que lhe aguardava “FAB” Força Aérea Brasileira.

(Continua)

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
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