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Brasil ganha duas ararinhas-azuis da Alemanha

Brasil ganha duas ararinhas-azuis da Alemanha

Aves devem se reproduzir em cativeiro para reintrodução dos filhotes na natureza.

Brasil ganha duas ararinhas-azuis da Alemanha
Brasil ganha duas ararinhas-azuis da Alemanha

Carla e Thiago. Esses são os nomes das duas ararinhas-azuis nascidas em cativeiro na Alemanha e doadas ao Brasil na última terça-feira, Dia Mundial da Vida Selvagem. A entrega do título de propriedade ao governo brasileiro ocorreu em São Paulo, com participação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da chefe da Autoridade Alemã da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), Irina Sprotte, e de Jürgen Dienst, cofundador da Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), criadouro que mantinha as aves.

A finalidade dessa iniciativa é estimular a reintrodução da espécie em seu habitat natural, a caatinga. O Ministério do Meio Ambiente, através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), já desenvolve o projeto Ararinha na Natureza, para tentar reproduzir a ave em cativeiro e reintroduzi-la na caatinga até o ano de 2021.

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“Essa doação é o primeiro passo na direção da soltura das aves”, diz o coordenador geral de manejo para conservação das espécies do ICMBio, Ugo Vercillo. “São os filhotes desses animais que serão reintroduzidos na natureza quando completarem um ano.”

As aves foram enviadas para o quarentenário do Ministério da Agricultura, onde passarão 15 dias em observação. Depois, seguirão para o criadouro científico Nest, no interior de São Paulo, onde há 11 exemplares da espécie, para cruzamento. “Nossa meta é ter um plantel de 60 ararinhas até 2021”, adianta Ugo Vercillo. Atualmente, o Brasil só dispõe de 13, incluindo Thiago e Carla.

Considerada extinta na natureza desde o ano 2000, a ararinha-azul é originária da região de Curaçá, na Bahia, onde sua população foi dizimada principalmente por conta do tráfico de animais. Hoje, existem apenas 90 exemplares da espécie no mundo, todos vivendo em cativeiro. A ararinha-azul mede de 55 a 57 cm e pesa entre 296 e 400 gramas. Ela só começa a se reproduzir após o quarto ano de vida, quando entra na fase adulta. A taxa de crescimento populacional hoje é de 5% ao ano – nascem cinco animais a cada 12 meses, em média

PERMUTAS

Criadouros científicos como o alemão ACTP fazem permutas com outros para buscar, a partir de mapeamentos genéticos, os melhores cruzamentos entre ararinhas, a fim de garantir o maior número possível de filhotes e a ampliação da diversidade genética da espécie.

Vídeo:

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