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Operação Lava Jato – STF abre inquérito contra Renan, Cunha e outros políticos

Operação Lava Jato – STF abre inquérito contra Renan, Cunha e outros políticos

Operação Lava Jato - STF abre inquérito contra Renan, Cunha e outros políticos
Operação Lava Jato – STF abre inquérito contra Renan, Cunha e outros políticos

O Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira a abertura de inquéritos contra políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras e derrubou o sigilo da lista de investigados. Entre eles, estão os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Com a abertura dos inquéritos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá reunir mais provas para depois decidir oferece denúncia ou não contra os envolvidos. As investigações serão relatadas por Teori Zavascki, que foi sorteado para cuidar dos casos relacionados à Operação Lava Jato. Caberá ao ministro ser a ponte entre a PGR e investigadores da Polícia Federal, decidindo sobre eventuais pedidos de diligências ou quebras de sigilos, por exemplo.

A lista de investigados se baseia principalmente em depoimentos prestados em acordo de delação premiada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que foram presos pela Polícia Federal. Com a citação de nomes de parlamentares com mandato, o juiz federal Sérgio Moro encaminhou ao STF os trechos com citações de políticos que só podem ser julgados na última instância.

Na última terça-feira, Janot encaminhou a Teori pedidos para 28 aberturas de inquérito contra 54 pessoas, parte delas com foro privilegiado. Se, após a investigação, a procuradoria decidir apresentar denúncia contra os investigados, caberá à 2ª turma do Supremo, composta por metade dos ministros da Corte, decidir se abre ou não uma ação penal. Se isso ocorrer, os envolvidos passarão a ser réus e serão julgados.

Mais cedo, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, encaminhou pedido ao ministro Teori Zavascki na tentativa de ter acesso aos pedidos de investigação. O peemedebista diz desconhecer os motivos que levaram a ter seu nome vinculado à Operação Lava Jato. No ano passado, a contadora de Alberto Youssef, Meire Poza, disse que o doleiro se reuniu com Renan para discutir um aporte financeiro envolvendo o fundo de pensão dos Correios, o Postalis, a uma de suas empresas. O fundo é controlado por pessoas ligadas ao PMDB.

O doleiro também teria citado Eduardo Cunha como um dos beneficiários do esquema de pagamento de propina. O peemedebista nega qualquer acusação e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos na CPI da Petrobras da Câmara.

Veja parte dos nomes divulgados:

Renan Calheiros (PMDB-AL)
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Anibal Ferreira Gomes
Roseana Sarney
Edison Lobão (PMDB-MA)
João Alberto Pizzolatti Jr (PP-SC)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Vander Luiz dos Santos Loubet
Cândido Vacarezza (PT-SP)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
Simão Sessim
Arthur de Lira
Benedito de Lira
José Mentor Neto
Roberto Coutunho Teixeira
Nelson Meurer
Eduardo da Fonte

Inquéritos que já chegaram abertos e STF determinou diligências:

Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Fernando Collor (PTB-AL)

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