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Do Nobel da Paz a Jovens Combatentes – 8 Mulheres que mudaram o rumo da história

Gostaríamos de começar esse post fazendo uma ressalva. Uma não, duas: a primeira delas é que seria impossível nomear todas as mulheres que deram sua contribuição à história. Im-pos-sí-vel. Assim como também não dá para compartilhar uma vida inteira de informações em apenas algumas linhas. Tentamos resumir cada biografia da melhor maneira possível.

Do Nobel da Paz a Jovens Combatentes - 8 Mulheres que mudaram o rumo da história
Do Nobel da Paz a Jovens Combatentes – 8 Mulheres que mudaram o rumo da história

A segunda ressalva, talvez a mais importante, é que não nos lembremos dessas mulheres apenas às vésperas do Dia da Mulher. Nós devemos lembrá-las sempre, e não apenas destas oito, mas de todas as mulheres ao nosso redor, que fazem a diferença no nosso dia-a-dia. Prêmios Nobel, descobertas científicas, combatentes de guerra – essas mulheres conquistaram seus mundos. Inspirem-se nas histórias delas e vamos, a cada dia, conquistar um pouco mais dos nossos também.

Marie Curie: Marie foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel no mundo. Não contente com apenas um, foram dois, e em áreas diferentes: o primeiro, em Física, graças aos seus estudos sobre a radioatividade; o segundo, em química, pela descoberta dos elementos químicos Rádio e Polônio. Além disso, o destaque acadêmico de Marie fez com que ela também se tornasse a primeira mulher a ocupar o cargo de professora de física geral da Faculdade de Ciências da Sorbonne, na França. Faleceu em 1934 por conta de uma leucemia, provavelmente decorrente de sua exposição constante a elementos radioativos.

Joana D’Arc: a heroína francesa foi responsável por liderar um exército de mais de 4000 homens durante a Guerra dos 100 anos, travada entre França e Inglaterra. Dizia que escutava vozes que a incentivavam à unir-se à Igreja e às tropas. Durante toda a sua estadia no exército e até mesmo no período em que esteve presa, Joana sempre usou roupas masculinas – alguns historiadores afirmam que essa atitude a protegeu de possíveis abusos sexuais enquanto estava acampada com suas tropas e na prisão. Foi canonizada pela Igreja Católica em 1920, quase 500 anos após ter sido queimada viva pela Inquisição. Quando morreu, tinha apenas 19 anos.

Susan Anthony: a feminista Susan Anthony teve um papel imprescindível na luta pelos direitos das mulheres. Ao lado de Elizabeth Cudy, ela foi responsável por movimentar petições a favor do fim da escravidão, no final do século XIX, ajudou a fundar a Associação Americana por Direitos Iguais, que lutava tanto pelos direitos das mulheres quanto dos afro-americanos. Em 1872, foi presa por tentar votar em sua cidade natal. Seis anos depois, apresentou ao Congresso uma emenda que dava às mulheres o direito ao voto – embora o projeto só tenha sido aprovado em 1920, 14 anos após a sua morte, recebeu o nome de Emenda Anthony.

Joan Clarke: apesar de ser um nome pouco conhecido por nós, Joan Clarke teve um importante papel na história durante a Segunda Guerra Mundial. Criptoanalista, ela fez parte da equipe que conseguiu decifrar as mensagens nazistas durante a guerra. Ao lado de Allan Turing e outros matemáticos, Joan era a única mulher na equipe que criou os princípios que deram origem à ciência da computação. Um pouco de sua história pode ser vista no filme vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado “O Jogo da Imitação”.

Malala Yousafzai: aos 11 anos, sob um pseudônimo, Malala escreveu um blog para a BBC onde contava seu cotidiano durante a ocupação talibã em seu país, em uma época em que meninas eram proibidas de frequentar a escola. No ano seguinte, o New York Times publicou um documentário sobre sua vida e a intervenção do exército paquistanês onde morava. Assim, Malala foi ganhando popularidade até que, em 2012, sofreu um atentado e levou três tiros – um deles, atingiu sua testa. O evento desencadeou uma série de movimentos que atentavam para os direitos civis e das mulheres, até que em 2014 foi premiada com o Nobel “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Ao receber o prêmio, declarou: “Algumas crianças não querem X-Box, iPhone e nem chocolate, querem um livro e uma caneta para irem ao colégio”. É a pessoa mais jovem a receber um Nobel, com apenas 17 anos.

Madre Teresa de Calcutá: a missionária de origem albanesa marcou a história com seu trabalho missionário. Entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto com apenas 18 anos, dando início aos seus trabalhos voluntários. Alguns anos depois, transferiu-se para a Índia. Seu trabalho missionário atendia os mais necessitados, entre pobres, famintos, doentes, crianças abandonadas e mulheres em situação de risco. Fundou a ordem das Missionárias da Caridade e dedicou toda a sua vida aos mais pobres. Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979 e foi beatificada em 2003. Atualmente, as Missionárias da Caridade estão presentes em mais de 137 países.

Maria Quitéria: considerada a “Joana D’Arc” brasileira, Maria Quitéria foi a primeira mulher a integrar o Exército Brasileiro. Durante a Guerra pela Independência, vestiu-se de homem e alistou-se como o “Soldado Medeiros”. Foi descoberta apenas algumas semanas depois mas, devido a sua bravura, disciplina e facilidade com o manejo de armas, foi aceita na tropa. Maria Quitéria lutou contra as tropas portuguesas na região de Salvador e, após a proclamação da Independência, foi homenageada como uma das heroínas do movimento.

Evita Perón: aclamada na Argentina, Evita ficou conhecida como a “mãe dos pobres”. Em um curto de período de apenas 7 anos, saiu do anonimato, casou-se com o presidente argentino Juan Perón e ascendeu na carreira política até morrer devido a um câncer no útero, em 1952. Durante o período em que Perón esteve no poder, a primeira-dama se dedicou aos pobres, juntando doações e alimentos na Fundação Eva Perón. Destacou-se mais do que o próprio presidente – historiadores afirmam que todo o governo peronista se firmou na imagem de Eva, que implantou o voto feminino na Argentina.

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