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Coluna – Buzinaços e panelaços

Quando fatores climáticos são invocados para justificar uma crise de política governamental, ou que as circunstâncias da economia internacional não foram favoráveis, é porque o governo está perdido na escuridão de sua incompetência.

Durante a campanha da reeleição e em busca de dividendo eleitorais, para diminuir a nobreza do governo paulista, corrente hostil do PT tentou atingir Geraldo Alkmin culpando-o pela falta de água na capital sem levar em consideração o fator climático, agora esfuziantemente suscitado pela presidente Dilma em sua defesa.

O governo Lula/Dilma fez chacota do declínio da economia americana, garganteando que aqui apenas se enfrentava uma marolinha.  Pois bem, enquanto o Brasil está em crise, Barack Obama  deu a volta por cima e jogou a poeira no Brasil. Mas Dilma nega a crise e revela um otimismo exagerado à maneira Guido Mantega. O ex-ministro da Fazenda sempre apresentou  prognóstico econômico que jamais se confirmou, da mesma forma que a presidente tanta agora nos iludir.

A presidente pode enganar os 54 milhões de recalcitrantes eleitores, que lhe deram apoio, mas não os mais de 88 milhões, pelas óbvias razões de seu fraco e incompetente governo. Assim, a resposta do país ao seu discurso de domingo não é nenhuma falta de educação, mas sim cristalina legitimidade de brasileiros que não aceitam mais ser enganados.

 “Esses pronunciamentos de presidentes da República tiveram a sua época, já foram importantes. Houve banalização nos últimos anos e, sobretudo, agora, com a presidente Dilma, esses pronunciamentos se tornam perfeitamente dispensáveis. Imagino que a presidente perdeu por não ficar calada. E diante de uma população que vê a sua paciência se esgotar diante das mazelas nacionais sem solução da parte deste governo, o que Dilma faz? Tenta transferir responsabilidade para a crise internacional quando outros países adotaram as providências de forma competente e superaram dificuldades. E diante dessa estratégia, indagamos: quais as providências que o nosso governo adotou a partir do anúncio da crise econômica internacional? Que reforma se fez neste País desde o Plano Real? Respondemos: nenhuma. Ao contrário, tivemos retrocessos com o modelo do balcão, do aparelhamento do Estado, fábrica de escândalos e de governos incompetentes. A reforma de Dilma foi às avessas, porque o Estado brasileiro cresceu de forma exorbitante, com ministérios, diretorias, empresas, coordenadorias, secretarias, departamentos, cargos comissionados, aumentando as despesas de custeio e fragilizando o caixa governamental, impossibilitado de atender demandas em setores essenciais, como da saúde, da educação, da segurança pública, enfim, no desenvolvimento do País. Dessa forma, o pronunciamento da Presidente só poderia mesmo ser confrontado com o panelaço”, concluiu o senador Álvaro Dias.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Júlio César Cardoso
Júlio César Cardoso

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