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Petrobras vende gasolina mais barata em países vizinhos

Enquanto a Petrobras aumenta o preço da gasolina no Brasil, em outros países em que ela atua acontece o contrário. Desde o dia 1º de dezembro de 2014, o combustível teve uma alta média de 10% no país, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). No mesmo período, em outras praças, o valor pago na bomba caiu em até 12% (veja infográfico).

Petrobras vende gasolina mais barata em países vizinhos
Petrobras vende gasolina mais barata em países vizinhos

A explicação é simples. No mercado internacional, desde julho do ano passado, o barril do petróleo Brent caiu significativamente. Despencou da casa dos US$ 110 para US$ 58,67, média registrada nesta semana, de acordo com a agência “Energy Information Administration”, do governo dos Estados Unidos. Os valores representam uma queda de 53%.

Ao mesmo tempo, no período em que o petróleo teve forte alta, de 2010 até meados do ano passado, os preços da gasolina no Brasil não acompanharam as variações. Por isso, agora é o momento de recompor o caixa da empresa e do governo brasileiro. Mas isso só ocorre em território nacional, e não atinge os braços da petrolífera em outros mercados.

Nos países em que vende gasolina nas bombas, como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai, a Petrobras não detém o monopólio, como no Brasil, e precisa entrar na concorrência se quiser ter um preço competitivo. Por isso, com a queda no preço do petróleo no mercado internacional, a empresa tem reduzido os valores praticados nos países vizinhos.

Para o professor do Ibmec na área de negócios e Ph.D em Economia pela Universität Hohenheim, Paulo Henrique Cotta Pacheco, nos últimos quatro anos a Petrobras não repassou aos consumidores as altas que o petróleo teve no mercado internacional, e está pagando um preço por isso.

“A Petrobras compete no Paraguai. No Brasil, ela é monopólio (no fornecimento de gasolina). Então, para devolver alguma saúde financeira, o preço está alto. E, na ‘marra’, estamos pagando por uma gasolina mais cara para recompor o caixa da empresa”, avalia.

Pacheco acredita que a petroleira manteve os preços da gasolina baixos durante os últimos anos por duas razões: para tentar segurar a inflação e como uma medida populista.

Já o economista e consultor Adriano Porto, ex-professor da UFMG, avalia que o aumento da gasolina no Brasil é consequência, principalmente, da mudança no Ministério da Fazenda.

Joaquim Levy, que entrou no lugar de Guido Mantega, retomou a cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que, atualmente, é responsável por 11% da composição do preço da gasolina, juntamente com a Cofins e Pis.

“Cada país tem a sua política, seus impostos. A questão fundamental (no aumento do preço da gasolina) é a recomposição fiscal do caixa do governo”.

As informações são do Portal HD

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