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Protestos contra impeachment mobilizam 23 Estados

CUT, MST e movimentos sociais ocupam as ruas em defesa da Petrobras e contra impeachment

Defesa. Militantes da CUT, do MST e de movimentos sociais tomaram ontem a avenida Paulista, tradicional ponto de protesto em São Paulo. A maioria defendeu a permanência de Dilma no governo
Defesa. Militantes da CUT, do MST e de movimentos sociais tomaram ontem a avenida Paulista, tradicional ponto de protesto em São Paulo. A maioria defendeu a permanência de Dilma no governo

Apesar do tom de cobrança ao governo federal, os protestos organizados por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e movimentos sociais nesta sexta rebateram pedidos de impeachment, e muitos manifestantes defenderam a presidente Dilma Rousseff. O mote principal dos atos foi a defesa da Petrobras, além de críticas às medidas de ajuste fiscal.

Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, “o ato não foi nem contra nem a favor do governo, mas sim pela normalidade da democracia”. Os protestos ocorreram em pelo menos 23 Estados. No Rio de Janeiro, sede da estatal, milhares de trabalhadores da empresa e manifestantes se reuniram no centro da cidade.

A exemplo do que ocorreu no Recife, no Rio e em São Paulo – cidade que reuniu o maior número de manifestantes: 41 mil, segundo a Datafolha e 100 mil, segundo os organizadores – haviam várias bandeiras e camisetas da campanha da reeleição de Dilma, além de faixas que clamavam por reformas políticas. “Contra a corrupção, o capitalismo, os neoliberais, a mídia conservadora e contra qualquer golpe”, dizia uma delas. Havia camisetas com a imagem da presidente e a mensagem “renovar a esperança”. Mas muitos dos manifestantes ressaltaram que estavam na rua para defender a Petrobras, e não o governo federal.

AmeaçA. O coordenador do MST, João Pedro Stédile, disse que “a direita está fazendo tentativa de homicídio pelas redes sociais”. Ele se referiu à montagem com sua foto que está circulando pelo Facebook como um cartaz de “procurado”, que oferece “recompensa” de R$ 10 mil a quem capturá-lo “vivo ou morto”. “Eu peço providências ao secretário de Segurança para garantir não só a minha vida, mas de todos os militantes. Estão fazendo é uma tentativa de homicídio pelas redes sociais”.

Ele participou da passeata entre a Candelária e a Cinelândia, à frente de trabalhadores rurais que vieram no Norte Fluminense e de São Paulo. Stédile disse ainda que o MST está “feliz por participar de uma jornada cívica” ao lado da CUT, de petroleiros e de estudantes, em defesa da Petrobras. “É preciso defender a Petrobras. Quem roubou que vá para a cadeia. Não tem nada de delação premiada. Pobre vai pra cadeia!” O ativista afirmou que o petróleo é a “última riqueza que é de todo o povo”. Ele pediu ainda mudanças na política econômica. “Não aceitaremos os ajustes que firam o direito do trabalhador”.

Ação
Legalidade.
Ativistas do Levante Popular da Juventude, vestidos de preto, também participam do protesto no Rio. “Estamos aqui para defender a legalidade de um governo eleito legitimamente”.

VIATOTAL

ViaTotal

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