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Norte de Minas – Região do grande Norte sofre com gargalos nos recursos para a Agricultura Familiar

Dados mostram que a região recebe a menor fatia de incentivos para crédito rural do Estado.

Paulo Guedes, Secretário da Sedinor, ficou impressionado com os dados apresentados e se prontificou a reverter o quadro desfavorável ao norte de Minas
Paulo Guedes, Secretário da Sedinor, ficou impressionado com os dados apresentados e se prontificou a reverter o quadro desfavorável ao norte de Minas

Nessa segunda-feira, 13 de abril, representantes das principais entidades e bancos de fomento do Norte de Minas participaram de uma reunião para tratar sobre a destinação de mais incentivos para linhas de crédito voltadas para o agronegócio em prol do desenvolvimento regional. O objetivo é mostrar ao Secretário de Desenvolvimento e Integração das Regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, a disparidade entre a região e outras partes do Estado em relação aos incentivos de crédito para o agricultor familiar e empresas de médio porte no agronegócio.

A iniciativa faz parte da Semana de Negócios da Triama Norte e contou com a presença da Sociedade Rural, Sindicato Rural, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Sicoob Credinor, Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros, Emater, empresários do setor e lideranças de outros municípios do Norte de Minas.

 “As dificuldades do país são nossas dificuldades e devemos superá-las juntos. Vamos alinhar os discursos da ministra Kátia Abreu, Ministra da Agricultura, Patrus Ananias, Ministro do Desenvolvimento Agrário e do Secretário Paulo Guedes e lutar por juros competitivos para a atividade agrícola, modernização da tecnologia no campo e eficiência nos programas de crédito, todas ferramentas para fomentar o agronegócio. Chegou a nossa vez”, pontua Gilberto Gualter, diretor da Triama Norte, empresa especializada em implementos agrícolas, há 20 anos no mercado.

 Ricardo Demicheli, gerente regional da Emater, afirma que o Brasil passa por um período de crise, mas no Norte de Minas, são pelo menos quatro anos de estiagem prolongada. Dados da Emater mostram que a área plantada de grãos no Norte de Minas diminui a cada ano. “Há 30 anos, a área plantada era de 220 mil hectares, devido aos poucos incentivos e ao clima seco, muitos produtores migaram para a bovinocultura. Em 2013, foram 150 hectares plantados. Em relação ao volume da produção de grãos, de 600 toneladas em 1985, para 48 toneladas em 2014”.

Demicheli revela ainda que mesmo os produtores que migraram para a atividade pecuária, estão sentindo os gargalos na produção. Em novembro de 2012 eram registradas no IMA 3.300.000 cabeças de gado. Em 2014, este número caiu em 900 mil cabeças, retraindo para 2.400.000 cabeças. Numa área de 3 bilhões de hectares de pastagem, faz-se urgente um plano de reconstrução da atividade agrícola na região.

A leitura dos dados apresentados pela Emater apontam a disparidade entre o Norte de Minas e o restante do Estado em relação à mecanização, a projetos de revitalização das bacias hidrográficas e de melhoramento genético para conviver com a seca. Osmani Barbosa, presidente da Sociedade Rural, afirma que “o norte-mineiro tem poder de recuperação, mas precisamos criar condições para um desenvolvimento sustentável, sem endividamento e a longo prazo. São 2,5 milhões de hectares para serem recuperados na pecuária, sem prejuízo para o meio ambiente”.

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O consultor e economista Francisco Hercílio, apontou que a produção instrumentalizada é a solução para o Norte de Minas retomar o crescimento na área agrícola. “A tecnologia deve ser implementada de acordo com a realidade de cada produtor, de forma eficaz, para minimizar os custos e otimizar a produção. Assim, o alimento poderá chegar à mesa do brasileiro sem sacrificar o produtor ou o consumidor final em relação aos preços de venda e compra”.

A superintendente do Banco do Brasil, Shirley Parise, afirma que “esta foi a primeira reunião que participou, em Montes Claros, sobre o tema e que o banco pode multiplicar os recursos e programas para ajudar a mudar a realidade regional. Porém, existe um gargalo na oferta de recursos para a demanda de linhas de crédito rural. O volume destinado ao Norte de Minas é insuficiente para atender a todos”.

Paulo Guedes, Secretário da Sedinor, ficou impressionado com os dados apresentados e se prontificou a reverter o quadro desfavorável ao norte de Minas. “Vamos manter um diálogo com as demais pastas do Governo e reivindicar a atenção especial para os programas de incentivo ao agronegócio no Norte de Minas”. As entidades vão elaborar um documento oficial para ser entregue ao governo federal, através da Sedinor, ainda este mês.

Texto e fotos:Agência Mosaico

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