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Montes Claros – Familiares de Dom Geraldo pedem aos fieis que façam doação de sangue para ele

Montes Claros – Familiares de Dom Geraldo pedem aos fieis que façam doação de sangue para ele

O arcebispo emérito da Arquidiocese de Montes Claros, dom Geraldo Majela de Castro está internado na Santa Casa há 2 anos e 8 meses acometido de uma doença denominado ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica.  Seu quadro de saúde vem se agravando gradativamente, porque a doença é degenerativa. Neste momento, os familiares pedem a todos que estiverem em boas condições de saúde, que façam a doação de sangue no Hemominas- Hemocentro de Montes Claros em nome de dom Geraldo, podendo ser de qualquer grupo sanguíneo.
O arcebispo emérito da Arquidiocese de Montes Claros, dom Geraldo Majela de Castro está internado na Santa Casa há 2 anos e 8 meses acometido de uma doença denominado ELA
O arcebispo emérito da Arquidiocese de Montes Claros, dom Geraldo Majela de Castro está internado na Santa Casa há 2 anos e 8 meses acometido de uma doença denominado ELA

O religioso que pertence à Ordem Premonstratense, tem 84 anos de idade. Foi ordenado sacerdote no dia 8 de dezembro de 1953, Bispo em 8 setembro de 1982 (6ºbispo diocesano) e primeiro Arcebispo Metropolitano no dia 29 de junho de 2001 na Catedral Nossa Senhora Aparecida.

SOBRE A DOENÇA: Muito pouco se sabe ainda sobre ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica. Estudos comprovam até o momento que é uma doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença. Não se conhece a causa específica para a esclerose lateral amiotrófica. Parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o mecanismo de degeneração da via motora, por isso os atletas representam a população de maior risco.
Outra causa provável é que dieta rica em glutamato seja responsável pelo aparecimento da doença em pessoas predispostas. Isso aconteceu com os chamorros, habitantes da ilha de Guan no Pacífico, onde o número de casos é cem vezes maior do que no resto do mundo. Estudos recentes em ratos indicam que a ausência de uma proteína chamada parvalbumina pode estar relacionada com a falência celular característica da ELA, uma doença relativamente rara (são registrados um ou dois casos em cada cem mil pessoas por ano, no mundo), que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir dos 45/50 anos.
Apesar das limitações progressivas impostas pela evolução da doença, o paciente costuma ser uma pessoa dócil, amorosa, alegre, que preserva a capacidade intelectual e cognitiva e raramente fica deprimida.
Sintomas: O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do corpo (lateral) e atrofia muscular (amiotrófica), mas existem outros: cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da sensibilidade.
Diagnóstico: A doença é de difícil diagnóstico. Em grande parte dos casos, o paciente passa por quatro, cinco médicos num ano, antes de fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Tratamento: O tratamento é multidisciplinar sob a supervisão de um médico e requer acompanhamento de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.
A pesquisa com os chamorros serviu de base para o desenvolvimento de uma droga que inibe a ação tóxica do glutamato, mas não impede a evolução da doença. Os experimentos em curso com animais apontam a terapia gênica como forma não só de retardar a evolução, como possibilidade de reverter o quadro.
Recomendações: 
* O diagnóstico e o início precoce do tratamento são dois requisitos fundamentais para retardar a evolução da doença. Não subestime os sintomas, procure assistência médica;
* Embora a ELA seja uma doença degenerativa irreversível, não há como fazer prognósticos. Em alguns casos, a pessoa vive muitos anos e bem;
* A relação do paciente com a equipe médica e familiares é sempre muito rica. Ele está sempre animado e procurando alternativas para enfrentar as dificuldades do dia a dia;
* Pelo menos aparentemente, o portador da doença costuma sofrer menos do que o cuidador, que precisa aprender a maneira correta de tratar do doente, sem demonstrar que teme por sua morte iminente.
Histórico: Foi no bispado de dom José Alves Trindade – na época, 5º bispo de Montes Claros que o (Côn. Geraldo Magela de Castro- Premonstratense), então coordenador diocesano de pastoral foi nomeado bispo coadjutor (1982) com direito à sucessão de Dom José Trindade. Assumiu a frente da diocese em 1988. Com a criação da Província Eclesiástica de Montes Claros em 2001, Dom Geraldo foi nomeado 1º arcebispo de Montes Claros.
Sua atuação foi decisiva para a organização pastoral desta igreja particular. Sua ação voltou-se intensamente às questões pastorais e evangelizadoras, trazendo um novo ânimo ao processo de renovação eclesiástica proposta pelos padres conciliares. Para isso, foi convocada a 1ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, com representantes de todas as paróquias e pastorais.  Tal fase marca o período em que o povo se reconhece como “Igreja, Povo de Deus”. Nesse sentido foram formadas estruturas de coordenação, comunhão e participação que deveriam agir em níveis diocesano, paroquial e comunitário. Deve-se ressaltar nesse período a criação de mais de trinta paróquias, bem como a criação do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Em 2007, havendo renunciado conforme as prescrições canônicas, Dom Geraldo foi sucedido por Dom José Alberto de Moura, CSS, atual arcebispo metropolitano.
A próxima edição da Revista Clarão do Norte (Maio/Junho) vai trazer depoimentos, histórias e memórias desse pastor.
Hemocentro de Montes Claros

FUNDAÇÃO HEMOMINAS- HEMOCENTRO DE MONTES CLAROS

Endereço: Rua Urbino Viana, 640 / Bairro: Vila Guilhermina/ Cep: 39.400-087

Montes Claros / Minas Gerais

Telefone: (38) 3218-7800

Nesse sentido, cabe esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o assunto. Algumas situações, pela sua natureza mais delicada, somente podem ser discutidas com o profissional responsável pela triagem do candidato à doação. O candidato é entrevistado por um profissional de saúde, que faz algumas perguntas de caráter pessoal e íntimo. As informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo. A Hemominas não discrimina ninguém, mas existem doenças que podem ser transmitidas pelo sangue e que, às vezes, não podem ser totalmente evitadas com a realização dos exames laboratoriais de triagem do sangue, já que existe um período no qual as infecções nem sempre são detectadas nos exames.

Vale lembrar, também, que estas normas são submetidas à revisão periódica e sugere-se verificá-las, sempre que se desejar doar sangue.

Não vale desistir

Quem não pode doar, de imediato, pode voltar em outra oportunidade. A Hemominas conta com a solidariedade de todos.

Critérios básicos para doação de sangue

Quem pode doar

  • Pessoas entre 16 e 69 anos. Mas, atenção: se o candidato à doação de sangue tem entre 16 e 17 anos ou mais de 60 anos, é importante conhecer as Normas e documentos necessários para doação de sangue. Os demais critérios são válidos para todos.
  • Quem tem e está com boa saúde;
  • Quem pesa acima de 50 kg;
  • Quem dormiu bem na noite anterior à doação;
  • Mulheres, mesmo se menstruadas ou em uso de anticoncepcionais.

Quem não pode doar

  • Quem teve hepatite após os 11 anos de idade, exceto se tiver comprovação laboratorial da época de que se tratou de hepatite A (IgM positiva).
  • Quem tem exposição a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis nos últimos 12 meses;
  • Quem teve gripe, resfriado ou diarreia nos sete dias anteriores à doação;
  • Quem ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas anteriores à doação;
  • Quem já usou alguma vez drogas injetáveis;
  • Quem apresenta ferimento ainda não cicatrizado;
  • Quem estiver grávida ou em período de amamentação. Após o parto normal é necessário aguardar três (3) meses e após cesárea, seis (6) meses;
  • Quem fez qualquer exame endoscópico nos últimos seis (6) meses;
  • Quem fez cirurgia por laparoscopia nos últimos seis (6) meses;
  • Quem fez tatuagem nos últimos 12 meses;
  • Quem fez tratamento dentário recente (a pessoa pode ser impedida de doar por um período de 1 a 30 dias, conforme o caso).
  • Quem fez piercing nos últimos 12 meses anteriores à doação. Piercing localizado em área genital ou na boca, somente poderá ser liberada a doação após 12 meses da sua retirada.

Lembrando que:

Não se deve doar sangue em jejum. Pela manhã, alimentar-se antes evitando alimentos gordurosos; após o almoço ou refeições gordurosas é necessário aguardar três (3) horas para efetuar a doação.

ATENÇÃO
Se alguém recorre aos serviços da Hemominas exclusivamente para fazer exames, não deve doar sangue. Procure o CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento de sua cidade, através da Prefeitura ou Secretaria Municipal de Saúde. Em Belo Horizonte, o telefone do CTA é (31)3277-5757.

Idade

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos. Mas, atenção, se o candidato à doação de sangue tem entre 16 e 17 ou mais de 60 anos, é  importante conhecer as Normas e documentos necessários para doação de sangue.  Os demais critérios a seguir são válidos para todos.

Documentos

Para doar sangue é necessário apresentar um documento original e oficial de identidade que contenha foto, filiação e assinatura: Carteira de Identidade, carteiras de Conselhos de Classe reconhecidos oficialmente, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista, Carteira Nacional de Habilitação.

Peso

A doação de sangue é realizada considerando-se um volume máximo por quilo de peso. Para mulheres, o volume máximo é de 8ml /kg e, para os homens, 9ml/kg. A coleta é também proporcional ao volume de anticoagulante em cada bolsa de coleta, razão que limita a coleta de volumes menores de sangue. Assim, na Fundação Hemominas coletam-se bolsas de sangue de acordo com as seguintes condições:

  • Homens: 450ml
  • Mulheres até 55,9kg: 410ml
  • Mulheres com 56 kg ou mais: 450ml
  • O peso será verificado no momento da doação e será descontado 1 kg referente ao peso da roupa.

Estado geral

O candidato à doação deve comparecer em condições plenas de saúde. Assim, se estiver apresentando qualquer sintoma, mesmo que leve, deverá aguardar a melhora para então procurar uma unidade de coleta. Lembrando que a doação é um gesto que permite salvar vidas, mas que não deve e não pode prejudicar a saúde do doador.

Nutrição

O candidato a doador deve se encontrar em boas condições nutricionais, a fim de que seu organismo possa responder adequada e prontamente à doação de sangue. O sangue doado é rapidamente reposto, a partir das reservas de líquido, vitaminas e minerais do corpo. Por isso, caso haja algum déficit proteicocalórico ou vitamínico, deve-se aguardar a normalização do estado nutricional para doar sangue. Caso se observe uma perda rápida de peso acima de 10% do peso inicial, é preciso aguardar três meses após a estabilização para a doação de sangue, mesmo que não se tenha utilizado medicamentos. Se houver perda de peso, sem que a pessoa tenha se submetido a dietas ou condicionamento físico, recomenda-se procurar o médico para averiguar o motivo.

Temperatura

O doador deve estar sem febre. A temperatura será aferida no momento da triagem e não poderá exceder 37° C.

Frequência cardíaca / pulso

Serão avaliados pelo médico. Devem ser regulares e estar entre 50 e 100 batimentos / pulsação por minuto. Fora destes limites, apenas a critério médico.

Pressão arterial

Será aferida no momento da doação. A pressão sistólica (máxima) não poderá exceder 180mmHg ou estar abaixo de 90mmHg; a pressão diastólica (mínima) não poderá exceder 100mmHg ou estar abaixo de 60mmHg. É oportuno lembrar que a pressão arterial pode modificar-se rapidamente em resposta a exercícios físicos e ansiedade. Assim, não fazer esforço vigoroso antes de doar e permanecer tranquilo antes e durante a entrevista evitará que a doação não se efetive devido a uma alteração aguda da pressão arterial.

Candidato portador de hipertensão arterial

Essas pessoas somente poderão doar sangue na Fundação Hemominas se estiverem em uso de uma única classe de medicamento que não contraindique por si só a doação (excluindo também medicamentos com associações em suas fórmulas), apresentando níveis pressóricos controlados e sem lesões em órgãos alvo (por exemplo, coração, rins, olhos). Para avaliar tais condições, será necessário, portanto, que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado. No dia da doação, a pressão arterial será aferida e a doação apenas será realizada se a máxima estiver abaixo de 140mmHg e a mínima abaixo de 90 mmHg.

Repouso

O candidato deve ter dormido, pelo menos, quatro horas. Idealmente, deve ter dormido dentro do seu habitual, sentindo-se descansado no momento da doação.

Sintomas comuns que impedem a doação

  • Febre (pico isolado) sem outros sintomas associados: aguardar sete dias após a melhora do sintoma;
  • Febre persistente de origem indeterminada: aguardar diagnóstico ou, no mínimo, três meses sem febre;
  • Diarreia sem necessidade de uso de antibióticos: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas;
  • Gripe ou resfriado: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas. Se associada à temperatura corporal igual ou superior a 38°C, aguardar 14 dias após a melhora dos sintomas.

Intervalo entre doações

Mulheres
Podem doar sangue com um intervalo de 90 dias entre uma doação de sangue total e outra, até no máximo três vezes em um período de 12 meses.

Homens
Podem doar sangue com um intervalo de 60 dias entre uma doação de sangue total e outra, até no máximo quatro vezes por ano.

Pessoas com mais de 60 anos
Somente poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos, independente do sexo, e devem respeitar o intervalo mínimo de seis meses entre as doações. Outras condições que também poderão impedir a doação serão avaliadas na triagem antes da doação.

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