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Coluna – Fundo Partidário abençoado pela presidente da República


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On 27 de abril de 2015
Last modified:27 de abril de 2015

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Coluna - Fundo Partidário abençoado pela presidente da República

Coluna – Fundo Partidário abençoado pela presidente da República

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse nesta quinta-feira (23), em pronunciamento no Plenário, que o aumento do montante reservado para o fundo partidário foi reivindicado pela maior parte dos partidos. Relator do Orçamento 2015, Jucá foi quem incluiu no projeto aprovado pelo Congresso o aumento de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões na destinação de verbas para o chamado Fundo Partidário. O acréscimo de cerca de R$ 500 milhões para serem distribuídos entre os partidos políticos foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff. “Não foi feito nada na calada da noite”, disse Romero Jucá. Fonte Agência Senado.

O senador é talhado para defender qualquer proposta de governo. Romero Jucá e outros parlamentares continuam muito distanciados das vozes das ruas, que não empinam bandeira partidária e que exigem mudança de comportamento político. Só uma intervenção, para enxugar esse Congresso Nacional, inchado e inoperante, será capaz de moralizar o Parlamento.

A democracia foi reconquistada, é verdade, com sacrifícios, mas os hóspedes do Congresso são os piores possíveis, graças ao imoral voto obrigatório, trocado por qualquer moeda com os incautos eleitores, que continuam elegendo e reelegendo políticos mequetrefes, mais interessados no cabide de emprego, em tirar vantagem da coisa pública, bem como na facilitação de caminhos para os seus negócios escusos.

 Para manter o poder e fazer agrado aos partidos (mormente o PMDB), ou seja, um amontoado de siglas partidárias sem identificação ideológica, a presidente Dilma não teve escrúpulo em sancionar o FUNDO PARTIDÁRIO de R$ 867,5 milhões, mas, de seu Brasil, Pátria Educadora, não vacilou em cortar R$ 7 bilhões da educação. Uma vergonha!

E Romero Jucá, com a sua fleuma, ainda debocha: os partidos precisam de R$ 6 bilhões para campanhas politicas (a sociedade aceita isso?), e o governo disponibilizou muito menos ao Fundo, por que a reclamação? Ora, um país que passa por momentos de instabilidades financeiras não pode se dar ao luxo de usar o seu orçamento para reajustar o Fundo Partidário (financiamento público). Financiamento público é para ser aplicado no social e não em partidos políticos.

Política séria não se faz gastando cifras absurdas, mas com candidatos honrados, competentes e sem nenhuma mácula em sua trajetória, que apresentam ao eleitor propostas e projetos factíveis. Político que se elege com campanhas milionárias deve favores e não tem seriedade.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Júlio César Cardoso
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