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Coluna – Ideia de desnudar fachada dos prédios repercute bem em Montes Claros

Coluna – Ideia de desnudar fachada dos prédios repercute bem em Montes Claros

O desnudamento da fachada dos prédios do centrão de Montes Claros tem tudo para tornar-se uma realidade. A repercussão da ideia vai ganhando corpo à medida que as pessoas fazem comentários o mais variados.

É perceptível a vontade que os montesclarinos têm de se verem livres das placas, dessa poluição visual agressiva. Essa agressão, inconscientemente ou não, fere a alma das pessoas. Os comerciantes devem apoiar a ideia até mesmo porque irão atrair mais clientes, e outra coisa: isto influirá positivamente no estado de espírito da clientela.

Basta só imaginar como poderia ficar o centrão livre das placas. Não é acabar com elas, é padronizá-las, diminuir de tamanho. Ninguém compra o que precisa só porque a casa comercial tem placa maior do que a do vizinho. Precisamos todos nós montesclarinos de boa vontade, pensar em melhorar a qualidade de vida da cidade visando o bem-estar da população.

A noção de desenvolvimento de um país, um estado ou um município não pode ser medida baseada só no aspecto econômico. A economia é um item, o emprego outro item, mas a qualidade de vida é fundamental porque mexe com todos simultaneamente, assim como a má qualidade possui poder semelhante, porém devastador.

É só ter um tempinho para reparar como a cidade está. Imagina se a quantidade de carros rodando simplesmente dobrar. Ficarão todos dentro dos carros parados na rua, cuspindo monóxido de carbono por todos os canos. Gastando gasolina à toa. Sem falar do que é o principal: as pessoas se vão irritando, irritando e o estresse se vai aumentando, aumentando e os surtos de raiva e ódio irão matando uns aos outros.

O amigo virtual Deocleciano Dourado comentou a respeito do assunto lembrando que o ex-governador Jaime Lerner, internacionalmente conhecido pelas suas incursões na área de urbanismo e meio ambiente, fez uma simulação “com alguns imóveis, virtualmente, para mostrar como ficariam, e ficaram lindos”.

O que Deocleciano acha ser o mais difícil poderá ser o mais fácil, “convencer os lojistas a retirarem aquela bagunça da porta das lojas”. Desde que, por meio de um projeto bem estruturado, haja  argumentos convincentes. Com o desnudamente, os comerciantes serão os primeiros a ganhar.

Outro amigo virtual, Carlos Diamantino Alkmim, considerou “uma ideia que precisa ser concretizada; um modelo para outras cidades do Norte de Minas. Avante!”. Me lembrei dos tempos do Zorro: “aiô… Sílver, avante!”. É preciso, sim, ir avante, mas a campanha não irá avante sozinha. Precisa ter quem a conduza. E pelo visto, Itamaury Teles é a pessoa indicada para tocar essa empreitada de grande significado.

“Realmente, no centro da nossa cidade existem várias fachadas lindas, porém cobertas com placas”, lembrou Teles. Ao que “Tatá Sociólogo” emendou: “Na Rua Rui Barbosa e Coronel Antônio dos Anjos, nos fundos do antigo mercado, existem várias; dia desses deparei com uma delas na esquina das ruas São Francisco e Rui Barbosa (cantina do pão de queijo?) desnudada, enquanto se trocava uma placa”.

Hamilton Trindade deu o chute inicial da campanha ao enviar ao prefeito Ruy Muniz e o seu secretariado, um ofício: “São Paulo e Belo Horizonte, anos atrás, tomaram esta providência, o que continua valendo. Determinar a troca das placas maiores e de dimensões que tiravam a visão das construções da cidade, no centro e depois nos bairros. Estabeleceu-se por projeto, enviado à Câmara, em Código de Posturas, o tamanho das placas a serem permitidas para cada estabelecimento de comércio e de serviços, sem se tirar a beleza de casas e prédios históricos. Com isso todos os estabelecimentos passaram a ter placas de tamanho uniforme, se permitindo com isso, se visualizar a arquitetura das construções e com isso, também se obrigaram a restaurar as construções carcomidas pelo tempo ou pelo descuido. (…). Montes Claros e a sua história ganhariam e muito. O Itamaury Teles, do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros poderia ser convidado a participar, efetivamente, do processo. Ele postou observação a respeito no fabebook”.

Ronaldo Lima Neves, Roberto Lima e Maria Helena Flávio Almeida consideraram a ideia “ótima”, mas Ivana Ferrante Rebello foi incisiva, ela que em parceria com o jornalista Jorge Silveira, acaba de lançar o livro sobre o prefeito Toninho Rebello, que, se vivo fosse, endossaria a ideia, rapidinho.

Disse Ivana: “Endosso plenamente essa ideia; as cidades andam demasiadamente poluídas, descaracterizadas, com suas identidades camufladas pelo excesso de apelos comerciais, letreiros desiguais etc. Montes Claros carece de uma medida urgente, pois o centro da cidade padece de feiura e falta de equilíbrio; o que se vê é sujeira, passeios mal cuidados (cada um que se responsabilize pelo seu), fachadas empobrecidas por uma avidez de derrubar belas construções e construir caixotes modernosos horríveis e sem personalidade. Dou inteiro apoio e parabenizo pela feliz iniciativa!”

Por Alberto Sena

Alberto Sena
Alberto Sena

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