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Montes Claros – Dom Geraldo Majela, Arcebispo emérito de Montes Claros morre aos 84 anos

Depois de dois anos e 9 meses internado na Santa Casa de Montes Claros, acometido de uma doença denominado ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica falece na manhã de hoje dom Geraldo Majela de Castro, arcebispo emérito da Arquidiocese de Montes Claros de falência múltipla dos órgãos.
Montes Claros - Dom Geraldo Majela, Arcebispo emérito de Montes Claros morre aos 83 anos
Montes Claros – Dom Geraldo Majela, Arcebispo emérito de Montes Claros morre aos 83 anos

 

O religioso pertencia à Ordem Premonstratense, completaria no próximo dia 24 de junho 85 anos de idade. Foi ordenado sacerdote no dia 8 de dezembro de 1953, Bispo em 8 setembro de 1982 (6ºbispo diocesano). Foi o primeiro Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, sua posse se deus no dia 29 de junho de 2001 na Catedral Nossa Senhora Aparecida. Mais informações sobre o velório divulgaremos a todos assim que tivermos em mãos.

HISTÓRICO DOM GERALDO MAJELA DE CASTRO:
Nome: Dom Geraldo Majela de Castro
Filiação: Eunápio Raymundo de Castro e Ana Batista de Castro
Naturalidade: Montes Claros – MG
Data de nascimento: 24 de junho de 1930
Batismo: 23 de julho de 1930 – Paróquia Nossa Senhora e São José
Profissão Religiosa: 08 de janeiro de 1950
Ordenação Sacerdotal: 08 de dezembro de 1953 – Paróquia Nossa Senhora e São José, em Montes Claros
Sagração Episcopal: 08 de setembro de 1982 – Matriz de Nossa Senhora e São José
Bispo Diocesano: Desde 1º de junho de 1988
Arcebispo Metropolitano: Desde 29 de julho de 2001
Ordem Religiosa: Premonstratense
Lema: Ite et vos
Data de falecimento: 14 de maio de 2015
SOBRE A DOENÇA QUE LEVOU DOM GERALDO: Muito pouco se sabe ainda sobre ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica. Estudos comprovam até o momento que é uma doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença. Não se conhece a causa específica para a esclerose lateral amiotrófica. Parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o mecanismo de degeneração da via motora, por isso os atletas representam a população de maior risco.
Outra causa provável é que dieta rica em glutamato seja responsável pelo aparecimento da doença em pessoas predispostas. Isso aconteceu com os chamorros, habitantes da ilha de Guan no Pacífico, onde o número de casos é cem vezes maior do que no resto do mundo. Estudos recentes em ratos indicam que a ausência de uma proteína chamada parvalbumina pode estar relacionada com a falência celular característica da ELA, uma doença relativamente rara (são registrados um ou dois casos em cada cem mil pessoas por ano, no mundo), que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir dos 45/50 anos.
Apesar das limitações progressivas impostas pela evolução da doença, o paciente costuma ser uma pessoa dócil, amorosa, alegre, que preserva a capacidade intelectual e cognitiva e raramente fica deprimida.
Sintomas: O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do corpo (lateral) e atrofia muscular (amiotrófica), mas existem outros: cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da sensibilidade.
Diagnóstico: A doença é de difícil diagnóstico. Em grande parte dos casos, o paciente passa por quatro, cinco médicos num ano, antes de fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Tratamento: O tratamento é multidisciplinar sob a supervisão de um médico e requer acompanhamento de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.
A pesquisa com os chamorros serviu de base para o desenvolvimento de uma droga que inibe a ação tóxica do glutamato, mas não impede a evolução da doença. Os experimentos em curso com animais apontam a terapia gênica como forma não só de retardar a evolução, como possibilidade de reverter o quadro.
Recomendações: 
* O diagnóstico e o início precoce do tratamento são dois requisitos fundamentais para retardar a evolução da doença. Não subestime os sintomas, procure assistência médica;
* Embora a ELA seja uma doença degenerativa irreversível, não há como fazer prognósticos. Em alguns casos, a pessoa vive muitos anos e bem;
* A relação do paciente com a equipe médica e familiares é sempre muito rica. Ele está sempre animado e procurando alternativas para enfrentar as dificuldades do dia a dia;
* Pelo menos aparentemente, o portador da doença costuma sofrer menos do que o cuidador, que precisa aprender a maneira correta de tratar do doente, sem demonstrar que teme por sua morte iminente.
Histórico: Foi no bispado de dom José Alves Trindade – na época, 5º bispo de Montes Claros que o (Côn. Geraldo Magela de Castro- Premonstratense), então coordenador diocesano de pastoral foi nomeado bispo coadjutor (1982) com direito à sucessão de Dom José Trindade. Assumiu a frente da diocese em 1988. Com a criação da Província Eclesiástica de Montes Claros em 2001, Dom Geraldo foi nomeado 1º arcebispo de Montes Claros.
Sua atuação foi decisiva para a organização pastoral desta igreja particular. Sua ação voltou-se intensamente às questões pastorais e evangelizadoras, trazendo um novo ânimo ao processo de renovação eclesiástica proposta pelos padres conciliares. Para isso, foi convocada a 1ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, com representantes de todas as paróquias e pastorais.  Tal fase marca o período em que o povo se reconhece como “Igreja, Povo de Deus”. Nesse sentido foram formadas estruturas de coordenação, comunhão e participação que deveriam agir em níveis diocesano, paroquial e comunitário. Deve-se ressaltar nesse período a criação de mais de trinta paróquias, bem como a criação do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Em 2007, havendo renunciado conforme as prescrições canônicas, Dom Geraldo foi sucedido por Dom José Alberto de Moura, CSS, atual arcebispo metropolitano.
A próxima edição da Revista Clarão do Norte (Maio/Junho) vai trazer depoimentos, histórias e memórias desse pastor.

 

Programação

14 de maio
12h – Velório no Priorado Premonstratense na Rua Lírio Brant, 619, Bairro Melo
15h – Missa no Priorado
16h30 – Saída do Priorado para a igreja Matriz – região central da cidade.
17h – Velório na Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José
19h – Missa na Matriz
22h30 – Saída para Catedral – cortejo
23h – Velório na Catedral durante toda a noite, com missa de hora em hora

Dia 15 de maio
9h – Missa de Corpo Presente e exéquias, em seguida sepultamento na Cripta da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

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