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Saúde – Alimentação, estresse e higiene pessoal definem os odores do corpo


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On 15 de junho de 2015
Last modified:15 de junho de 2015

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Saúde - Alimentação, estresse e higiene pessoal definem os odores do corpo

Viver em sociedade exige algumas regras de convivência e a higiene corporal é uma delas. A alteração nos odores do corpo, por exemplo, pode ser provocada por uma série de fatores que incluem desde a alimentação até o estresse. Mau hálito, mau cheiro nas axilas ou nas regiões íntimas, flatulências e chulé são alguns dos odores corporais que causam constrangimentos. Por isso, é preciso ficar atento ao que está causando a disfunção.

Mau cheiro de alguma parte do corpo pode gerar constrangimentos no dia a dia
Mau cheiro de alguma parte do corpo pode gerar constrangimentos no dia a dia

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Parte desses maus cheiros são, simplesmente, o resultado da falta de banho, ou – por incrível que pareça – lavagem correta das roupas. A solução para estes casos é simples: melhorar a higiene pessoal através do banho regular e da lavagem regular de roupas, como as fardas. No entanto, outros odores são causados pela atividade bacteriana na pele.

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A dermatologista Ana Cristina França, que atua em consultório particular no Recife, explica que os odores fétidos são chamados na medicina de bromidrose. Esse problema surge após a fase da puberdade, quando o feromônio estimula as glândulas apócrinas a expelirem secreções mal cheirosas. Essas glândulas estão presentes atrás das orelhas, nos mamilos dos seios, nas axilas e nos pés. Nesses dois últimos lugares há também a ação de outras glândulas responsáveis pela produção de suor. Quando as duas “trabalham juntas”, em geral, surgem os odores ruins.

“Comumente as pessoas chegam ao consultório devido a problemas de excesso de suor, o que acaba se misturando às secreções e causando o mau cheiro. Mas a verdade é que muitas vezes há problemas de saúde causados por bactérias e fungos, por isso, é bom procurar um especialista para tratar cada caso”, ressaltou a dermatologista. Segundo ela, no caso das axilas, a velha dica de passar limão para acabar com o odor ruim não é indicada. “De jeito nenhum! Já houve casos de pacientes sofrerem queimaduras de segundo grau. O limão queima a pele e ainda pode causar dermatites”.

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Já a nutricionista recifense Rebeca Lasmar pontua que a ingestão de bebidas alcóolicas, em especial as fermentadas como as cervejas, faz o indivíduo exalar o cheiro do que foi bebido. “As pessoas transpiram e ficam exatamente com cheiro da cerveja, por exemplo. Isso é muito comum”, comentou. Ela ainda afirmou que alguns alimentos com corantes ou acidulantes (sabor azedo), fazem a perspiração (suor imperceptível que precede a transpiração) ganhar um odor forte que deve ser combatido com o equilíbrio do pH do sangue.

As duas profissionais acreditam que questões emocionais também influenciam na produção de odores ruins no corpo. A dermatologista aponta que situações de ansiedade ou tensão, nas quais as pessoas tendem a suar mais, como vilãs para alguns maus cheiros. Já a nutricionista diz que essas situações desconfortáveis, somadas à uma alimentação inadequada, fazem o indivíduo exalar, ou liberar, cheiros desagradáveis.

– Confira dicas para manter o corpo sempre saudável e cheiroso:

ORELHAS E MAMILOS – Pode parecer estranho, mas essas duas partes do corpo também possuem glândulas que produzem cheiros ruins. Nesses casos basta uma boa higienização com sabonete neutro e água para evitar qualquer problema. As meninas devem ficar atentas em trocar o sutiã todos os dias. Se isso não for possível por algum motivo, a peça não deve ser usada dois dias consecutivos e a mesma deve ser exposta ao sol. “Esse hábito de repetir o sutiã é comum mas não é higiênico. Podemos não perceber mas transpiramos nesses lugares, principalmente nesse clima quente em que vivemos”, alertou a dermatologista Ana Cristina França.

AXILAS – O que não faltam são diferentes tipos e marcas de desodorantes. O produtos mais indicados são aqueles que não entram em contato direto com a pele, como é o caso dos tipos rolon ou creme. A dermatologista Ana Cristina França indica o uso de spray ou aerosol. Quando esses produtos não são suficientes para afastar os odores, uma dica e usar leite de magnésia. Se ainda assim, não “der vencimento” é preciso buscar ajuda do médico para identificar o que está causando o mau cheiro. Por sua vez, esse ‘fedor’ pode ser reflexo de infecções bacterianas ou fungicidas. O tratamento parte dos sabonetes antisépticos até a aplicação de botox. “As bactérias adoram ambientes úmidos, abafados e escuros. As axilas são alguns dos locais mais comuns para a proliferação desses microorganismos.”

VIRILHAS E REGIÕES ÍNTIMAS – Embora as mulheres sejam mais lembradas do que os homens quando o assunto é o odor da região íntima, a dermatologista Ana Cristina França revela que os rapazes podem cheirar pior do que as meninas. A presença de pelos, mais comuns na região íntima masculina, é o principal causador deste mau cheiro. As femininas, no entanto, são mais expostas a infecções que causam odores fortes. Nestes casos, a higienização não é suficiente e um médico (ginecologista) deve ser acionado. De modo geral, no entanto, homens e mulheres devem manter virilhas e órgãos sexuais sempre asseados, secos, usar calcinhas e cuecas de algodão. Vendidos como ideais para a higiene da região íntima, sabonetes que prometem proteger essas áreas, na verdade, não são indicados pelos especialistas. Esses produtos eliminam bactérias, inclusive aquelas que são “do bem”. O ideal é usar sabão neutro e água.

PÉS – Talcos e sprays desodorantes contra o famoso chulé e que são vendidos em supermercados e farmácias não são indicados por dermatologistas. Esse produtos devem ser indicados pelos especialistas, que escolherão o produto correto para cada problema. A orientação é lavar bem os pés, secar bem entre os dedos, não repetir as meias, não usar o mesmo sapato todos os dias e deixar os pés descalços e expostos ao sol sempre que possível.

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