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Pessismismo Toma Lugar da Euforia na Bolsa de Valores e na Economia

A  recente história econômica do Brasil é nada mais nada menos que um sucesso apesar de todas suas crises e deficiências. Nenhum obstáculo tem capacidade de derrubar o otimismo por muito tempo. A cada derrota logo em seguida vem uma vitória. Não há motivo para acreditar que será diferente com a atual recessão econômica, que principalmente os estados mais desenvolvidos do sudeste e sul estão vivendo. Porém, a recuperação nem sempre pode ser no mesmo instante em que estamos nos lamentando da crise do momento.

Parecia que o Brasil estava a caminho de sair das turbulências no final de março, quando o mundo político havia voltado ao seu normal depois da eleições e o escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras culminou na prisão de diversos executivos. Era hora de olhar para frente e seguir o rumo de sucesso econômico do passado. O valor do dólar caía e o Ibovespa que representa a força e produtividades das maiores empresas brasileiras voltou a subir. Enquanto alguns economistas próximos à ideologia do governo acreditaram na rápida volta ao crescimento, outros perceberam que era apenas uma leve correção da bolsa de valores.

Sao_Paulo_Stock_ExchangeFoi quando todos realizaram que a saída talvez não seja tão fácil quanto antes – o pessimismo de maio tomou conta da euforia de abril. O Ibovespa alcançou 58.000 pontos (http://www.dolarhoje.com.br/ibovespa/) – valor alcançado apenas uma vez por um curto período  em setembro de 2014 durante os últimos dois anos. Mas com que fundamento? Até então os dados do comércio exterior nem havia chegado a produzir um superávit e efeito o dólar alto não dava muitos impulsos positivos à economia.

Embora as investições diretas de capital estrangeiros não diminuiram preocupantemente já que o Brasil continua sendo um mercado com perspectiva, o nível de investições em geral está enfraquecido. É indiscutível que há muitos potenciais econômicos a serem explorados, afinal, trata-se de uma nação com mais 200 milhões cabeça e população crescente. A demanda por produtos, serviços e melhoria de vida estão longe de serem satisfatórias. Mas “como seguir em frente?” é a pergunta da hora para os empresários brasileiros.

As correções fiscais e econômicas necessárias com aumento de juros e impostos estão sufocando não apenas as empresas, mas a população também. A minoria dos lares consegue lidar com aumento na conta da luz de 50% de poupar em outros gastos. É isto que preocupa a população e os empreendedores. Sem impulso de fora, esta recessão ainda vai durar no mínimo até 2016 já que as medidas recentemente adotadas influenciam direta e indiretamente no bem-estar econômico. Aumentos nos preços de energia e combustível impedem uma volta da inflação e consequentemente dos juros a níveis favoráveis.

O clima na bolsa de valores e nos mercados financeiros fora do país, que olham com muita atenção o que o Brasil como líder econômico do continente sulamericano produz, é de esperar, esperar por um sinal de melhoria. Não surpreende que o Ibovespa está dando passos para trás e cota cerca de 53.000 pontos. Antes que possa subir, a economia precisa recuperar a esperança a um situação melhor e precisa de reformas e incentivos que possam a transformar sustentavelmente. Somente assim, a euforia conseguirá tomar o lugar do pessimismo novamente.

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