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Coluna – Ser feliz: Causa e efeito

O físico e matemático inglês Isaac Newton, em sua “terceira lei”, mais conhecida como “ação e reação” ou “causa e efeito”, afirmava que toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade e sentido oposto.

Do ponto de vista eminentemente cientifico, assim, podemos inferir, então, que somos os canalizadores de nossas próprias realidades. Desde os primeiros momentos de nossas existências recebemos o livre arbítrio, ou seja, a capacidade de deliberada escolha, o que nos permite concluir que a criação de um ambiente de harmonia e benção, de plena felicidade, é missão de cada um de nós.

Tenho observado, desse modo, que o estado de não ter é, antes, um estado de ingratidão. O que não está bom em sua vida resulta solenemente da ausência de gratidão! Há um brocardo latino que nos ensina que “nullum officium referenda gratia necessarium est”, isto é, nenhum dever é mais importante que a gratidão. De minha parte, agradeço a Deus por ter vindo da zona rural, por ter passado por situações efetivas de extrema pobreza, por ter amealhado todas as conquistas com muita dificuldade, por não ter apego a bens materiais e por saber que, ainda que tudo dê errado, eu posso regressar às minhas origens. Afinal, como diria Antônio Gomes, pai do nosso eterno vice-presidente José de Alencar, “o importante na vida é poder voltar”. Sim, devemos cultivar portos seguros em que possamos lançar nossas âncoras quando chegar a hora de parar!

Napoleon Hill ensina-nos que “o triunfo de cada homem parece ser quase na exata proporção dos obstáculos e dificuldades que ele tem de vencer. Ser bem sucedido no mundo é sempre uma questão de esforço pessoal. Todavia, é um engano acreditar alguém que pode vencer sem a cooperação de outros”. A “Lei do Triunfo”, assim, resume-se nas lições seguintes: não existem atalhos para o sucesso. A combinação de um desejo ardente de prosperidade com um propósito de vida definido e um plano de ação efetivo para se atingir o objetivo será sempre o melhor caminho. Fé inabalável em Deus e confiança em si mesmo são ingredientes indispensáveis. Enquanto o ser humano não encontra um propósito definido na vida, dissipa energias e dispersa pensamentos sobre diversos assuntos e em variadas direções, que não conduzem ao êxito, mas à indecisão e à fraqueza. Isso é péssimo!

Que fique claro: as adversidades e as derrotas temporárias são em geral “males que vêm para bem”, pois forçam o indivíduo a fazer uso da imaginação e decisão para encontrar a felicidade. Não foi senão por essa razão que Chico Xavier afirmava que é “imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento. Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos preciosos para obtê-la”.

Dentro dos mais acurados padrões técnicos, pode-se dizer que o pensamento positivo, ou força vital, é uma forma de perturbação elétrica que pode ser captada por indução e transmitida à distância, em moldes similares ás ondas de telégrafos sem fios, por exemplo. Todo cérebro humano, dessa maneira, é ao mesmo tempo uma estação transmissora e receptara para as vibrações da freqüência do pensamento. Energia positiva, assim, gera mais energia positiva!

Entre os médicos mais estudiosos e outros profissionais dedicados à defesa da saúde, há uma crescente tendência para aceitar a teoria de que todas as doenças começam quando o cérebro do indivíduo se encontra em estado de esgotamento. Todas as formas de energia e todas as espécies de vida animal ou vegetal, para sobreviverem, precisam ser organizadas. Diz-se que a Natureza odeia a preguiça em todas as suas formas. Fornece vida contínua apenas aos elementos que estão em incessante atividade. Amarre-se um braço ou outra parte do corpo tornando-o inativo e, dentro de pouco tempo, a parte imobilizada se tornará atrofiada, ficando sem vida. Ao contrário, faça-se de um dos braços um uso maior do que o habitual, como acontece no caso do ferreiro que maneja um pesado martelo o dia inteiro, e esse braço se tornará mais vigoroso, mais forte e muito mais musculoso. Assim também o é com o pensamento! Se ruins, não adianta esperar coisas boas!

Em conclusão: o universo está em constante transformação. As nossas conquistas resultam de nossas escolhas. Que jamais deixemos de sonhar, de acreditar, de pensar positivamente, como se reflexo de um espelho fosse. As palavras de Napoleon Hill encerram o texto de hoje: “Ame as suas visões e os seus sonhos como se eles fossem as crianças da sua alma; os planos de suas maiores realizações”. Pense nisso, agradeça profundamente a Deus e seja abençoado! Afinal, você pode até chorar por uma noite, mas ser feliz é uma questão de escolha!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Freitas
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