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Montes Claros – Audiência discute melhorias para agentes penitenciários

Montes Claros - Audiência discute melhorias para agentes penitenciários
Montes Claros – Audiência discute melhorias para agentes penitenciários

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Foi realizado na terça-feira (30), na Câmara de Vereadores de Montes Claros, audiência pública para debater sobre o Sistema Prisional e Socioeducativo do Município. A reunião foi solicitada através da Comissão de Segurança e Direitos Humanos e discutiu sobre garantias de direitos e melhorias das condições de trabalho dos agentes.

O vereador Eduardo Madureira, presente a audiência, falou da necessidade de buscar melhorias para o sistema prisional como as questões dos agentes, das estruturas, segurança no trabalho e para o próprio presos. Ele sugeriu uma visita da Câmara nas unidades do sistema prisional para conhecer de perto a realidade.

Segundo o presidente da Associação dos Servidores do Sistema Prisional e Socioeducativo do Norte de Minas – AASPESEN, Francisco Onofre, a cidade possui aproximadamente 400 agentes penitenciários divididos em dois presídios. Há também uma unidade socioeducativa onde trabalham 147 agentes.

Um fato lembrado durante a audiência foi o assassinado do agente Wesley Fabrício Ribeiro, a caminho do trabalho, no mês de abril. A família queixou da dificuldade em lidar com a burocracia do sistema, afirmando que nem mesmo o salário equivalente aos dias trabalhados foram repassados para a mãe do agente.

Durante a audiência o diretor-geral do Centro de Recuperação Socioeducativo Nossa Senhora Aparecida (Cesensa), Denilson Viana, falou das dificuldades enfrentadas por quem trabalha no local. “Estamos superlotados, assim como muitas unidades no país, mas o trabalho continua”, comentou.

Segundo Denilson o Centro foi construído para abrigar 80 internos, mas hoje conta com quase 160 adolescentes, sendo que, o número de agentes não aumentou na mesma proporção. Denilson também falou da falta de estrutura no local, onde a rua que fica localizada a unidade não tem nem asfalto, dificultando o acesso.

O presidente da AASPSEN, Francisco Onofre, falou da realidade enfrentada pelos agentes diariamente, citando que é alto o índice de suicídios destes profissionais. Além de cobrar acompanhamento psicológico para os agentes Francisco repassou documento para a Comissão contendo as principais reivindicações da categoria.

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