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Estudo mostra que 90% das notas de real do Rio apresentam traços de cocaína

Pesquisa fez uma análise da frequência da cocaína nas cédulas e um painel de sua disseminação
Pesquisa fez uma análise da frequência da cocaína nas cédulas e um painel de sua disseminação

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Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo jornal O Globo revela que 90% das notas de real em circulação no Rio de Janeiro apresentam traços de cocaína. De acordo com o estudo, feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a quantidade é pequena, mas a frequência é alta.

“É virtualmente impossível não pegar notas com a droga. Elas estão distribuídas por toda a parte”, declarou o pesquisador do Departamento de Química Analítica da UFF Wagner Pacheco, em entrevista ao Globo.

A pesquisa fez uma análise da frequência da cocaína nas cédulas e um painel de sua disseminação. Foram utilizadas 138 notas de lugares como o Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, o Morro da Mangueira, Petrópolis e Maricá.

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A conclusão foi que a contaminação das notas de real segue o mesmo padrão de um estudo realizado na Europa e Estados Unidos com as moedas locais.

De acordo com os químicos envolvidos no trabalho, os traços de cocaína justificam-se pelo número considerável de usuários e traficantes da droga que enrolam as notas para usá-las como canudos na hora de aspirar.

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Além disso, o papel-moeda apresenta porosidade e se mantém úmido, o que facilita a impregnação pela cocaína, já que o pó é muito fino. O dinheiro também circula intensamente e se mistura nas máquinas de autoatendimento e nos bancos.

Segundo a matéria, a concentração média por nota é de 50 a 300 microgramas de cocaína. A nota analisada com maior concentração tinha 885 microgramas. Os pesquisadores também perceberam que as notas em valor menor têm mais concentração de cocaína, já que circulam com mais frequência.

Apesar da porcentagem de 90%. os químicos afirmam que a droga presente nas notas não representam risco à saúde, já que os valores são insignificantes.

A pesquisa busca ainda construir uma “assinatura química” da droga no Rio. O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

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