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Saúde – Técnicas de cirurgia plástica atenuam cicatrizes deixadas pelo câncer de pele

Lesões em áreas delicadas, como rosto e pescoço, podem causar alterações radicais na aparência. Nesses casos intervenção do cirurgião plástico é necessária (Foto: Photl.com)
Lesões em áreas delicadas, como rosto e pescoço, podem causar alterações radicais na aparência. Nesses casos intervenção do cirurgião plástico é necessária (Foto: Photl.com)

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Quando detectamos algum sinal incomum na nossa pele, a recomendação é procurar imediatamente o dermatologista, especialista indicado para avaliar os sintomas, já que a lesão pode ser diagnosticada como câncer de pele. Em alguns casos, a retirada total do tumor já resolve o problema. Mas lesões em áreas delicadas, como rosto e pescoço, podem causar alterações radicais na aparência e afetar a autoestima dos pacientes. São nestes casos que a intervenção mais detalhada do cirurgião plástico é necessária para minimizar as cicatrizes deixadas com a retirada do tumor.

“A primeira coisa que o paciente deve fazer (ao detectar uma lesão) é procurar um médico dermatologista, que vai avaliar a lesão. Se ele achar que a lesão é suspeita, vai encaminhá-lo para um cirurgião plástico. A recomendação é que o paciente procure um cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, já que em algumas situações o defeito gerado pela retirada do câncer de pele requer uma reconstrução e a especialidade habilitada é a cirurgia plástica”, ressalta o cirurgião plástico Pablo Maricevich.

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Quando marca deixada pela retirada do câncer de pele é grande, especialistas optam por reconstruções mais complexas da área, explica o cirurgião plástico Pablo Maricevich (Foto: Agência Lusco)
Quando marca deixada pela retirada do câncer de pele é grande, especialistas optam por reconstruções mais complexas da área, explica o cirurgião plástico Pablo Maricevich (Foto: Agência Lusco)

Segundo o especialista, nenhuma cirurgia fique sem cicatrizes, mas a escolha da intervenção adequada pode atenuar as marcas. “Ao fechar aquela ferida nós já estamos fazendo uma reconstrução, mesmo que simples, mas às vezes precisamos de uma reconstrução mais complexa. Quando o defeito é grande ou é um defeito em uma área de importância estética, como por exemplo, no nariz, aí temos que lançar mãos de alguns artifícios”, explica.

Um dos procedimentos é o que os especialistas chamam de retalho. “Através de incisões de cirurgia plástica pegamos um pouco de pele emprestada de um local adjacente e, através de incisões geométricas, procuramos conseguir pele onde às vezes não tem”, explica Maricevich. Uma outra alternativa de reconstrução é o enxerto. Neste procedimento, o cirurgião plástico retira pele de outra parte do corpo para colocar na área afetada.

“A diferença entre os dois é que no enxerto ocorre uma transferência de pele de um lugar do corpo para outro lugar. Já no retalho, a pele é vizinha. Na escala de complexidade, o enxerto é o mais simples, no entanto o resultado estético não é tão bom quanto no retalho, porque às vezes a tonalidade da pele não é a mesma. Por isso que em lesões de face, onde o resultado estético é algo importante, geralmente optamos por retalhos”, pontua o especialista.

O pós-operatório é parecido nos dois procedimentos. “Geralmente o paciente sai da cirurgia com um curativo e deve cuidar dele em casa. No caso específico do enxerto, não pode mexer no curativo por sete dias. Já no retalho, o paciente pode trocá-lo diariamente, em casa mesmo. Geralmente tiramos os pontos com aproximadamente uma semana. A partir de então é só ter cuidado com o sol e, principalmente nessas cirurgias, resgatar o resultado do patologista”, explica o cirurgião plástico.

CUIDADOS

Um dos tipos de tumores mais incidentes na população, o câncer de pele pode causar graves danos à saúde se o paciente não prestar atenção nos primeiros sinais da doença. “Um dos fatores de riscos mais importantes é a exposição solar sem proteção. Isso principalmente na juventude. Geralmente, com o avançar da idade essas lesões são mais frequentes. Por isso a importância do diagnóstico precoce. O paciente deve suspeitar quando tem um sinal que, em algum momento comece a mudar. Ou fica maior ou mais escuro, com bordas irregulares. É preciso ficar atento também ao aparecimento de alguns sintomas, como sangramento espontâneo e descamação”, alerta.

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