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Emprego – Geração de vagas segue desaquecida e tem queda de 18% em julho

Índice de vagas por candidato teve queda de mais de 30% se comparado ao mesmo mês do ano passado.

Emprego - Geração de vagas segue desaquecida e tem queda de 18% em julho
Emprego – Geração de vagas segue desaquecida e tem queda de 18% em julho

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O número de vagas abertas de emprego no Brasil caiu 18,4% em julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2014, de acordo com dados do último levantamento Catho-Fipe. O resultado apresentado no mês passado representa a 13ª queda consecutiva no ritmo de abertura de vagas no país. Segundo a Fipe, a menor geração de vagas está entre os fatores que podem explicar a recente piora na taxa de desemprego do Brasil.

O índice de novas vacâncias também teve queda de 15% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2014. A taxa registrada está no menor patamar registrado pela Catho-Fipe desde fevereiro de 2012.

Quando comparado o ritmo de abertura de vagas e o aumento no número de pessoas a procura de emprego, o desaquecimento do mercado de trabalho é mais acentuado. O Índice Catho-Fipe de Vagas por Candidato tornou a cair em maio, atingindo agora 324 pontos e ficando 32,8% abaixo do valor registrado em junho de 2014. Trata-se da maior queda no período de um ano desde a crise financeira de 2008-2009, indicador que sinaliza que nos últimos meses o trabalhador passou a enfrentar mais concorrência na busca por um emprego.

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Uma lacuna importante existente no conjunto de dados do mercado de trabalho brasileiro é a informação sobre número de vagas de emprego geradas em cada período. O dado é relevante pois ajuda a compreender os movimentos de atividade econômica do país como um todo. Como o trabalho é um insumo para praticamente todas as atividades produtivas, mudanças na geração de postos de trabalho podem ser relacionadas com oscilações na atividade econômica do país.

Para suprir essa carência, a Catho e a Fipe construíram um índice de busca por trabalho feito com dados de novas vagas de emprego ofertadas no site da Catho. Em julho, o indicador apresentou queda de 18,4% no número de novas vagas abertas na economia em relação ao mesmo período de 2014. Com esse resultado, chega-se ao 13º mês consecutivo de queda na geração de vagas na base de comparação anual.

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Usando o indicador de novas vagas de emprego pode-se construir uma “proxy” de uma taxa de novas vacâncias para a economia brasileira. Essa taxa nada mais é do que a razão entre as novas vagas de emprego da economia – obtida através do Índice Catho-Fipe de Novas Vagas de Emprego – e a população economicamente ativa. Ela é, portanto, uma medida de quantas vagas por trabalhador em potencial há na economia brasileira em um determinado momento. No gráfico ao lado, o indicador é apresentado na forma de “número índice”, com o valor base, de março de 2004, sendo igual a 100.

Em junho de 2015, a taxa de novas vacâncias atingiu a marca de 179, ficando 6,0% abaixo do resultado registrado em maio e 15,0% abaixo do resultado de junho de 2014. Esse é o menor índice de taxa de novas vacâncias desde fevereiro de 2012. A taxa é um instrumento importante para a análise de movimentos do mercado de trabalho. O índice de novas vacâncias é um indicador inversamente proporcional à taxa de desemprego. Quanto menor a taxa de novas vacâncias, mais dificuldade os trabalhadores terão para encontrar emprego e maior tende a ser a taxa de desocupação no país.

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Outro indicador bastante relevante para o monitoramento do mercado de trabalho é a razão entre as vagas de emprego e o número de candidatos em um determinado período. Tal razão serve como uma medida da pressão do mercado de trabalho; valores altos nessa razão significam que o trabalhador tem muito poder de barganha na negociação salarial pois há mais vagas disponíveis. Quando a taxa está mais baixa, o contrário acontece. Há, portanto, uma correlação entre mudanças nessa razão e nos indicadores de custos e salários da economia, já que em um cenário de menos vagas disponíveis há uma maior propensão dos candidatos para aceitar propostas relativamente menores.

Em junho de 2015, o indicador atingiu 324 pontos, ou seja, existem 3,24 vezes mais vagas em aberto por candidato na economia brasileira do que existia em janeiro de 2004, o que sinaliza que o poder de barganha do trabalhador é muito maior agora do que era há 11 anos. Desde o começo de 2014, no entanto, o indicador Catho-Fipe de Vagas por Candidato começou a apresentar quedas consecutivas. Houve um declínio de 32,8% no índice quando comparados os resultados de junho de 2015 com os do mesmo mês do ano passado. Esse é o menor resultado nesse tipo de comparação desde 2008-2009.

O indicador é montado por meio da divisão do Índice Catho-Fipe de Novas Vagas de Emprego por dados da procura por emprego da pesquisa mensal de emprego (PME) do IBGE.

Os detalhes sobre a metodologia dos três indicadores podem ser acessados em www.fipe.org.br.

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