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Crise no PT – Mais um que cai fora, Deputado Federal Weliton Prado entra com ação para deixar o PT

O deputado federal Weliton Prado entrou com uma ação de justa causa para desfiliação do PT, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Insatisfeito no partido, o parlamentar espera, com o processo, conseguir sair da legenda sem perder o mandato. Nas últimas votações na Câmara, Weliton Prado tem se comportado de forma contrária à orientação da sigla na maior parte das matérias, o que tem aumentado o desgaste da relação com os correligionários.

Crise no PT - Mais um que cai fora, Deputado Federal Weliton Prado entra com ação para deixar o PT
Crise no PT – Mais um que cai fora, Deputado Federal Weliton Prado entra com ação para deixar o PT

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Na defesa que apresentou ao tribunal, conforme apurou a coluna, o deputado tenta provar que o partido cometeu desvio do programa partidário em relação às questões que antes defendia, como o fator previdenciário. O deputado apresentou relatório de um recente congresso do PT em que o partido se posicionava pelo fim do fator previdenciário, contrariando orientação da bancada petista, que, neste ano, determinou que os seus membros votariam pela manutenção do fator previdenciário na Câmara Federal.

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Prado também anexou à ação uma cópia do documento que registrou em cartório antes das eleições do ano passado e que já havia sido entregue ao PT. Nele, o deputado diz que não vota a favor de projetos que atinjam os direitos dos servidores públicos e dos aposentados, e também daqueles que possam representar aumento de tributos para a classe pobre. Além disso, ele se posicionou também, previamente, a favor da redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos. E votou dessa forma nesta quarta, mais uma vez contrariando o PT.

Procurado, o deputado disse que prefere não comentar a ação, mas confirma o pedido, que já está no site do Tribunal Superior Eleitoral. No órgão, o relator responsável pelo caso será o ministro João Otávio de Noronha. Weliton Prado garante que não sabe do seu destino. “Não é minha preocupação agora”. Fontes próximas revelam que ele tem conversado com líderes de diferentes partidos.

Os colegas da bancada federal confirmam que a postura independente teve o seu preço e que o clima com o deputado azedou de vez. “Tem gente que nem conversa mais com ele”, diz um deles.

A direção do partido não foi comunicada. O PT nacional chegou a ameaçar entrar com uma ação de expulsão do parlamentar, mas o pedido de desligamento não foi levado adiante pela sigla.

No passado dia 18/08/2015 a ex-ministra de cultura do PT, Marta Suplicy foi  anunciada como nova integrante do PMDB no Senado.

Após 33 anos de PT, Marta agora é PMDB
Após 33 anos de PT, Marta agora é PMDB

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A senadora Marta Suplicy (ex-PT-SP) é a nova integrante da bancada do PMDB no Senado. O anúncio da filiação foi feito na noite desta terça-feira (18) pelo líder do partido na Casa, Eunício Oliveira (CE). Com a ex-petista, o PMDB, que já ocupava o maior número de cadeiras no Senado, terá 18 senadores.

“Quero fazer um registro com muita alegria que a bancada do PMDB e que o PMDB do Brasil recebem a figura ilustre da senadora Marta Suplicy, que está se filiando ao nosso partido. Todos sabemos do quadro que é a senadora Marta Suplicy e, obviamente, vai honrar muito esta sigla que nós tanto amamos, o nosso querido PMDB”, disse Eunício, da tribuna da Casa.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), saudou a filiação da ex-prefeita de São Paulo. “Comemoramos também a filiação da senadora Marta Suplicy. Ela, verdadeiramente, qualificará o PMDB, a exemplo do que fará o governador Pedro Taques, que acaba de se filiar também ao Partido da Social Democracia Brasileira”, disse o senador. Governador de Mato Grosso, Taques deixou o PDT.

Antes de se filiar ao PMDB, Marta esteve perto do PSB. Mas as conversas com o partido do atual vice-governador paulista, Márcio França (SP), regrediram. Ela também chegou a negociar com o PDT. Na sexta-feira passada, Marta acertou sua filiação ao PMDB após reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente licenciado da sigla.

Marta aceitou disputar a convenção ou as prévias para confirmar sua candidatura à prefeitura de São Paulo em 2016. A senadora deixou o PT no fim de abril, após 33 anos de vida partidária, com ataques diretos à presidente Dilma e ao antigo partido. Caso vença a disputa interna, Marta deverá enfrentar o atual prefeito, o petista Fernando Haddad, pré-candidato à reeleição.

Em maio o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o mandato de senador não pertence ao partido, ao contrário do que ocorre na Câmara. A decisão dos ministros sepultou a pretensão do PT de reivindicar o mandato de Marta por infidelidade partidária. “Se alguém traiu alguém, eu pergunto a vocês: quem traiu quem? Eu saí do Partido dos Trabalhadores por alguns motivos: pela traição do partido aos princípios pelos quais eu ingressei nesse partido”, defendeu-se ela.

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