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Medidas para zerar déficit podem incluir elevações pontuais de impostos e cortes em programas sociais

O governo deve anunciar ainda nesta segunda-feira (14), provavelmente até o fim da tarde, cortes entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões nas contas públicas. Segundo fontes da área econômica, a redução de despesas do Orçamento deverá incluir “alguns cortes” de programas sociais. Embora até o fim de semana não se cogitasse aumento de impostos, essas fontes não descartam “elevações pontuais de alíquotas”, para que seja fechado o déficit de R$ 30,5 bilhões estimado para o ano que vem na proposta orçamentária encaminhada ao Legislativo.

Pacote está sendo discutido esta manhã, no Palácio do Planalto, em reunião da qual participa a presidente Dilma Rousseff (foto), líderes da base governista no Congresso e uma série de ministros
Pacote está sendo discutido esta manhã, no Palácio do Planalto, em reunião da qual participa a presidente Dilma Rousseff (foto), líderes da base governista no Congresso e uma série de ministros

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— Se não for assim, não vai dar para zerar o déficit. Mas tudo vai depender de quem vencerá o debate: se a área política ou econômica do governo — disse uma fonte

O pacote está sendo discutido esta manhã, no Palácio do Planalto, em reunião de coordenação política, da qual participa a presidente Dilma Rousseff, líderes da base governista no Congresso e uma série de ministros, entre os quais Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento). Se depender dos titulares da equipe econômica, os cortes serão divulgados ainda hoje, como forma de sinalizar que o Brasil está colocando as contas em ordem.
No Palácio do Planalto, há quem defenda que a presidente anuncie as propostas de cortes da máquina governamental e de fontes de receita somente após a apresentação das mesmas ao vice-presidente, Michel Temer, e aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. Temer está na Rússia em viagem oficial, e Cunha, no Rio.
Na semana passada, Dilma convocou seus principais ministros para ordenar que seja feito um pente-fino em todos os benefícios sociais concedidos pelo governo. A ideia é identificar e estancar fraudes e desperdícios. Um participante da reunião disse que possivelmente haverá um recadastramento dos beneficiários, para que seja verificado se todos os que recebem atualmente renda do governo cumprem todas as exigências.
A crise econômica, que já era grave, ficou pior na última quinta-feira, quando a agência de risco Standard& Poor’s rebaixou o Brasil, tirando-lhe o chamado grau de investimento. Reservadamente, a avaliação do Ministério da Fazenda é que a perda dessa espécie de atestado de país bom pagador acabou reforçando os argumentos de Levy de que é preciso que o governo corte na própria carne, para dar exemplo de austeridade fiscal.
— Levy sempre defendeu mais redução de despesas e menos tributos — disse um técnico da área econômica.
Já a redução do número de ministérios e outros órgãos públicos ficará para o fim deste mês. Mesmo porque um dos grandes interessados na reforma, o vice-presidente Michel Temer, filiado ao PMDB, está em viagem à Rússia.
A presidente chegou ao Palácio do Planalto por volta das 9h20. Participam da reunião de coordenação os ministros Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), George Hilton (Esporte), Gilberto Kassab (Cidades), Gilberto Occhi (Integração), Jaques Wagner (Defesa), Joaquim Levy (Fazenda), José Eduardo Cardozo (Justiça), Kátia Abreu (Agricultura), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Nelson Barbosa (Planejamento) e Ricardo Berzoini (Comunicações). Também participam os líderes do governo senador Delcídio Amaral, senador José Pimentel e deputado José Guimarães.
Da Agência Globo
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