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Coluna do Adilson Cardoso – O atual homem de Robbes

Ando magoado com a violência que arbitramos para exposição das nossas ideias. Relembrando o filosofo inglês Thomas Robbes, o “Homem é o lobo do Homem”. Somos perfeitamente iguais, desejamos as mesmas coisas e temos as mesmas necessidades. E querendo as mesmas coisas orquestramos conflitos e provocamos guerras. Ao nosso lado passa rotineiramente pessoas expurgadas da sociedade pedindo algo que lhes mate a fome, nossos portões não se abrem, nosso peito está fechado, usamos do medo do assalto para nivelar a todos, com isso as lixeiras se entopem com sobras de comida, e vão apodrecer nos lixões, paralelo ás carcaças de gente que subvivem a implorar sob o grito intermitente do preconceito. A televisão se esbalda de mostrar as contendas que criamos e o sangue que escorre coagulando nas camisas de futebol, meu time é o melhor, mas só isto não basta eu preciso vilipendiar o seu, se possível matá-lo como se fosse um terrível inimigo, mutilando a porretes, pedras e chutes, vale tudo para eu ser o melhor. A morte é a sina de quem bate menos, o gol nem sempre é o ápice do nosso gozo. Assim vamos disputar com dentes caninos a ponto de triturar sem piedade, vale jogar agrotóxico no alimento para ganhar mais dinheiro, vale envenenar o cigarro para que o vicio se antecipe o câncer não é problema meu. Poucos respeitam a placa pare, às vezes parecemos ser todos daltônicos, dificilmente paramos no sinal vermelho, direção defensiva é algo proibido de se dizer na via. E nossa política? Literalmente conseguimos nos dividir por feito Eixo e Aliados, empunhamos varias bandeiras numa balburdia fermentada pela incompreensão e desrespeito pelo outro, nunca estivemos tão certos de que somos os mais certos e cada dia nos tornamos mais adversários, o governo se bate com a cabeça na parede querendo sair da crise, pede água, mas a cacimba está longe para se andar com sede, alguns de nós estendemos as mãos e incentivamos a caminhada, outros lhe sopram poeira nos olhos. Enfrentamos-nos. Na memória referencial pescamos os erros de outro governo que tateava com mãos trêmulas no labirinto da impopularidade e visualizamos aqueles que hoje agridem que raspam o pó ardido da terra para cegar os caminhos que precisam ir, falamos e ouvimos imbecilidades desnecessárias, e um inimigo nasce a cada dia, de eleitores conscientes por exercer a cidadania plena, direito da democracia, nos rotulam com orelhas grandes e relinchos na fala. “O homem é o lobo do homem” explicitamente quando comungamos com o mesmo partido, mas divergimos nas camisas de futebol, ou na marca da cerveja, até no local de se viajar dentro do ônibus, todo mundo quer a janela, porém os veículos são largos e duas fileiras deverão ficar nos corredores.

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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