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Montes Claros – I Trote Solidário da Faculdade PRISMA leva doações para Lar das Velhinhas

Na manhã de hoje (19), alunos do curso de química de uma faculdade de Montes Claros levaram para o Lar das Velhinhas doações arrecadadas em uma ação solidária liderada pelos próprios acadêmicos. Fraldas geriátricas, produtos de higiene pessoal e alimentos não perecíveis foram arrecadados pelos calouros e também pelas outras turmas do curso. A iniciativa partiu da aluna Kamila Martins. “Queria ajudar o Lar, mas não sabia como motivar os alunos. Foi então que tive a ideia de promover o trote solidário”, conta.

Montes Claros - I Trote Solidário da Faculdade PRISMA leva doações para Lar das Velhinhas
Montes Claros – I Trote Solidário da Faculdade PRISMA leva doações para Lar das Velhinhas

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A ação teve o apoio e incentivo do diretor da instituição, o professor Rahyan Carvalho Alves. Ele conta que outras ações como esta, de outras turmas de toda a faculdade, acontecerão até o final do ano.”Também iremos promover o Eduquim, evento que acontece nos dias 28, 29 e 30 de outubro, e reunirá alunos para palestras, mesa redonda e apresentação de trabalhos. Para se inscrever, o participante deverá pagar uma taxa e doar um quilo de alimento não perecível, que serão trazidos para o Lar”, explica.

O Lar das Velhinhas acolhe, atualmente, 64 mulheres. A coordenadora do local, Fabíola Cássia Costa Brant, conta que a entidade consegue se manter graças a ações como a dos alunos, e doações de toda a comunidade. “Até mesmo medicamento é difícil conseguir com a administração pública”, revela ela. De acordo com Fabíola, o descaso do poder público é inimaginável, e é preciso uma conscientização das famílias. “A maioria das senhoras são trazidas pelos filhos, e muitos deles não vêm nunca mais para visitar. Eles deixam aqui e perguntam: ‘se morrer, vocês enterram, né?’. É muito triste, mas nosso trabalho é gratificante”, desabafa.

Fabíola conta que não existem apenas pacientes idosas. Algumas, por falta de lugar adequado, são enviadas pela justiça, e a casa acolhe. Uma das internas tem 36 anos e não anda mais, por conta de maus tratos que sofria dentro de casa, do próprio marido. Outra, tem a mesma idade e possui esclerose múltipla – doença crônica do sistema nervoso central que afeta o cérebro e a medula espinhal, interferindo na capacidade destes de controlar funções como caminhar, enxergar, falar, urinar e outras.

Mensalmente, são 6.500 fraldas utilizadas. A maioria das internas acamadas não come apenas comida, e dependem de suplemento alimentar, um produto caro, de acordo com a coordenadora. O Lar das Velhinhas já possui 92 anos de historia, e antes também recebia homens, depois de um tempo é que passou a acolher apenas mulheres. Fabíola explica que quem quiser fazer uma boação, não precisa doar dinheiro nem alimentos. “Apenas passar aqui para uma conversa já anima as idosas”, diz.

O diretor Rahyan aproveitou a oportunidade para reforçar a parceria que deseja fazer com a entidade. “Queremos atrair mais ações como esta para esta e outras instituições. Este trabalho é muito importante. Pode ser que o poder público não reconheça a beleza deste trabalho, mas comunidade em geral respeita e admira, e isso é o mais importante”, finaliza.

Por Vanessa Araújo

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