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Dólar mais caro pesa no bolso do consumidor brasileiro

A desculpa de que não vai se preocupar com a alta do dólar porque está difícil de conseguir até mesmo o real não cola mais. A moeda norte-americana afeta a vida dos brasileiros de modo que até o pãozinho sofre as consequências. Combustível, cosméticos, perfumaria e eletrônicos também estão na lista dos inúmeros produtos que usamos no nosso dia a dia e não saem ilesos da desvalorização da moeda brasileira.

Até o pãozinho nosso de cada dia sofre com a alta dólar; farinha de trigo é comprada nos EUA e no Canadá
Até o pãozinho nosso de cada dia sofre com a alta dólar; farinha de trigo é comprada nos EUA e no Canadá

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Proprietário de uma padaria no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, Levi Francisco da Silva está no ramo de panificadoras há 38 anos. Ele conta que o trigo usado para produzir os pães é importado dos Estados Unidos e do Canadá. Segundo ele, a desvalorização do real perante a moeda norte-americana pode causar até mesmo a falta de abastecimento do insumo.

“Já vi as padarias sofrerem sem trigo. Aí o problema é muito maior e não tem mais como evitar o repasse para o consumidor. Hoje a gente tenta não repassar fazendo outras economias como o corte no quadro de funcionários”, explica o empresário que, desde os primeiros aumentos do dólar – há cerca de seis meses -, viu seu faturamento cair 40% por não poder aumentar o preço do pão para o consumidor. A mesma lógica do pãozinho segue para outros produtos que precisam do trigo, como macarrão, biscoitos e afins.

Ponto certo para quem quer fazer compras, as lojas de shoppings também estão enfrentando a maior crise. A loja Mundo Portátil, onde são vendidos produtos eletrônicos, é uma das principais “vítimas”da alta do dólar. O dono da empresa, Jadson Vieira, conta que mesmo os produtos produzidos no Brasil sofrem aumento por causa da alta da moeda norte-americana.

Para ele, os consumidores vão sentir mesmo nas compras de Natal, já que a maioria das lojas já está com estoque em dia pensando no Dia das Crianças e no Black Friday. “Celular, tablet e notebook são os eletrônicos que mais vão sentir o reajuste da alta do dólar. Alerto que se possível, quem tiver dinheiro, corra pra fazer suas compras do Natal e não espere pelo 13º salário”, orienta o Jadson Vieira.

O aumento dos preço ainda chegará às lojas de brinquedos, onde a maioria dos produtos é importada. Por isso, os presentes de fim de ano da criançada deverá ficar mais caro. Nos postos de combustível, o valor do litro da gasolina também deve sofrer interferências, já que o barril do petróleo é negociado mundialmente em dólar.

No mundo dos cosméticos e perfumaria, seguimento que geralmente se mantém firme em meio às crises financeiras, as coisas também não andam muito bem. A gerente da loja Top Internacional do Shopping Tacaruna, no Recife, Juliana Martins Vieira, revela que o faturamento tem caído e é necessário lançar mão de promoções para atrair os clientes.

No local são comercializados produtos importados como perfumes e cosméticos vendidos em outros países mas que caíram no gosto dos brasileiros. “Como a classe A prefere viajar para comprar fora, nossa clientela era formada pelas classes B e C. Hoje a gente tem que parcelar em até 10 vezes para não perder nossos consumidores”, comenta Juliana, que já atua no ramo há dez anos.

Com agências

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