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Montes Claros – Adolescente portadora de Síndrome de Down é engravidada pelo padrasto em Montes Claros

Polícia Civil desvendou o caso e evitou que um inocente pagasse pelo crime; investigação ainda apura se mãe da vítima foi omissa .

Laudionor Arruda da Silva, apontado como autor de estupro de vulnerável contra a própria enteada
Laudionor Arruda da Silva, apontado como autor de estupro de vulnerável contra a própria enteada

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Uma investigação de quase 11 meses levou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) a desvendar um caso de estupro de vulnerável capaz de chocar qualquer um: uma menina, de 17 anos e portadora de Síndrome de Down foi engravidada pelo padrasto, de 60 anos, na região de Montes Claros, Norte do estado. Laudionor Arruda da Silva foi preso na manhã desta sexta-feira (9), pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva decretado pela justiça.

O Delegado Regional Giovani Siervi, a delegada Karine Maia,o suspeito Laudionor  e o investigador Gabriel Melo
O Delegado Regional Giovani Siervi, a delegada Karine Maia,o suspeito Laudionor e o investigador Gabriel Melo

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Logo após ter sido preso, Laudionor foi interrogado na delegacia, quando acabou confessando que manteve relação sexual com a enteada. Mas o relato da delegada Karine Maia Costa de Faria revela que, além de apontar o verdadeiro autor do crime, a investigação policial livrou outro homem da acusação de ter cometido o estupro. No dia 17 de dezembro de 2014, a Polícia Militar conduziu ao plantão da Polícia Civil em Montes Claros, um morador de Santana do Mundo Novo, zona rural de Juramento, município vizinho, apontado como a pessoa que teria engravidado a garota portadora da Síndrome de Down. A delegada Karine era a plantonista do dia.

Àquela época, a adolescente estava na 27ª semana de gravidez. A família da vulnerável, que mora em Montes Claros, tinha o costume passar os finais de semana num sítio em Santana do Mundo Novo. A mãe da garota apontou aos militares que o suspeito de cometer o estupro era o vizinho da propriedade rural. Na análise inicial do caso, a delegada considerou frágil a suspeita, não ratificou o flagrante e iniciou minuciosa investigação.

O primeiro fato que fortaleceu outra linha investigativa da Polícia Civil foi a descoberta de que o Conselho Tutelar de Montes Claros já havia arquivado uma denúncia contra o padrasto da adolescente, ainda em 2014, antes da revelação da gravidez. A delegada, com a equipe da Delegacia de Mulheres, prosseguiu nas apurações e, após o nascimento da criança, solicitou coleta de material genético da adolescente e da filha, de Laudionor e do morador da zona rural inicialmente apontado como suspeito.

O resultado do exame de DNA saiu em setembro deste ano, confirmando o padrasto da vítima como pai da criança. A sequência das investigações apontou que a portadora de Síndrome de Down continua, a contragosto, mantendo relações com Laudionor e a suspeita é a de que a mãe tenha conhecimento do fato.

PAPEL DA  INVESTIGAÇÃO

O inquérito ainda não foi concluído e, com base nos levantamentos, a delegada Karine vai apurar se a mãe da adolescente foi realmente omissa no caso. Caso isso seja confirmado, ela será indiciada pelo mesmo crime praticado por Laudionor: estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal para uma pena de 8 a 15 anos em caso de condenação.

Para o delegado regional de Montes Claros, Giovani Siervi Andrade, o desfecho do episódio reforça a importância da investigação policial, que tem o objetivo de esclarecer os fatos, apontando quem realmente tem envolvimento nos delitos. “Esse caso é emblemático quanto ao papel da Polícia Civil: se não fosse pela investigação feita de forma profissional, por policiais especializados e devidamente preparados, um inocente teria ido para a cadeia, enquanto o verdadeiro autor do crime estaria livre para continuar agindo”, destacou o delegado

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