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Coluna do Adilson Cardoso – Prefeito tenta impedir o Psiu poético no Mercado

O salão Nacional de Poesia Psiu poético completa 29 anos interruptos celebrando a arte da palavra em todas as suas extensões, criado pelo Grupo de Teatro Transa Poética  e orquestrado com suor da saliva pelo poeta e agitador cultural Aroldo Pereira que conta com a participação maciça de poetas da cidade e de todas as regiões do Brasil.

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Mas como diria um poeta que Itabirava “no meio do caminho tinha uma pedra” Pedra que se metamorfoseia em gente e governa a cidade, pedra de cinismo no olho que desdenha a poesia, finge que não sabe o que significa no liquidificar  da sua sublime austeridade. Pedra que se biparte e do seu fragmento pedregoso, cru e gélido feito o cubo de gelo brota seu irmão, implantado na cadeira de uma Cultura  que despreza as manifestações daquele tanto de gente que não comunga com a política dos “cegos” política da utopia, do sempre tudo bem, ou logo se arruma, quando a culpa não recai para terceiros. Esta pedra no caminho da Poesia de Montes Claros tem nome e sobrenome que lembra um adjetivo que é o seu Governo desgovernado, Ruy Muniz é o  nome do homem que abomina a poesia e seus poetas, este mesmo que no ultimo sábado dia 10 de outubro fizera de tudo que estava a  seu alcance  Metrofobico  para que a poesia não se fizesse naquele espaço, no seu entendimento   Mercado não é lugar de gente falar de amor em versos, dançar a dança surreal que só se vê em sonhos, cantar desafinado com um disparate  branco ou protestar contra mazelas numa rima reta, para ele mercado é lugar de feira, bancas e pessoas vendendo e se vendendo, poesia ali não paga imposto. Mal sabendo ele que a balburdia do mercado é o poema do matuto, da cachaça no bar surge um papo poesia que transcende, vira musica e vai brincar mais tarde nas cordas do violão. Ainda que o banheiro seja podre e os ratos  fazem orgias  no apagar das luzes. Mas a poesia aconteceu, não sabemos ainda se lhe contaram, mas aconteceu com  Aroldo Pereira de lágrimas nos olhos  profundos,  vociferando  com decibéis alcançáveis pelos ouvidos que deviam ouvir, os poetas homenageados daqui e de outros cantos circularam dentro da roda, e das  amarguras sobraram  às saudades de dias de luta, de paixão de abraços, reencontros e poesia, a poesia é luta e o ano que vem volta ainda mais forte.

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
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