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Revista ‘Playboy’ anuncia que não irá publicar mais fotos de mulheres nuas

Em março de 2016 a publicação passará pela sua maior reformulação e deixará de publicar ensaios nus devido à concorrência de sites pornográficos.

No Brasil, "Playboy" de outubro traz um ensaio da modelo Iara Ramos, do "Pânico na Band"
No Brasil, “Playboy” de outubro traz um ensaio da modelo Iara Ramos, do “Pânico na Band”

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A revista “Playboy” anunciou  que não irá publicar mais fotos de mulheres completamente nuas a partir de março de 2016. Famosa em todo o mundo por publicar ensaios femininos, a decisão de reformulação da publicação de 62 anos foi tomada devido à acirrada concorrência de sites pornográficos.

“Agora você está a um clique de distância de qualquer ato imaginável de sexo, de graça. E a publicação de nudez está cada vez mais ultrapassada”, afirmou Scott Flanders, principal executivo da empresa, em entrevista ao jornal “New York Times”.
A revista "Playboy" foi lançada em 1953 com uma capa de Marilyn Monroe
A revista “Playboy” foi lançada em 1953 com uma capa de Marilyn Monroe

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No entanto, o diretor de conteúdo da “Playboy” garantiu que a revista continuará a publicar fotos de mulheres em poses provocantes. “Não me entenda mal. Meu eu de 12 anos está muito desapontado com meu eu atual. Mas essa é a coisa certa a se fazer. Um pouco mais acessível, um pouco mais intimista”, comentou Cory Jones. Ele explicou que a “playmate” do mês será mantida, mas que eles pretendem adaptar todo conteúdo para ser visto por um público de 13 anos ou mais.

Menos nudes, mais acessos

Apesar da mudança drástica, a empresa diz que vem fazendo experimentos bem sucedidos com esse novo público. Em agosto do ano passado, a “Playboy” parou de publicar nudez explícita no site oficial da revista nos EUA para conseguir chegar em plataformas de mídia social como Facebook e Twitter. Os acessos passaram de 4 milhões para cerca de 16 milhões e, além do tráfego, a idade média dos leitores passou dos 47 para 30 anos.
Agora a edição impressa seguirá passos semelhantes, com fotos provocativas, como se fosse um “Instagram mais picante”, segundo define o “New York Times”. Ainda não foi confirmado se a mudança editorial valerá para todas as revistas publicadas em diferentes países, como o Brasil, com o nome “Playboy”.
Criada por Hugh Hefner em 1953, com uma capa particularmente sexy de Marilyn Monroe, os números atuais das vendas mostram que a “Playboy” realmente perdeu relevância após a popularização da internet. Da circulação de 5,6 milhões da edição norte-americana da revista, em 1975, esse número hoje não passa dos 800 mil. Segundo Jones, a decisão pode evitar um prejuízo anual de US$ 3 milhões e até mesmo salvar a companhia da falência.
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