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Educação Integral chega às escolas indígenas de Minas Gerais

Secretaria de Estado inicia ações no território Xacriabá, mas a expectativa é ampliar o programa para outras etnias

Aldeia Xakriabá, em São João das Missões, recebeu equipe da SEE em ação para a implantação da Escola Integral
Aldeia Xakriabá, em São João das Missões, recebeu equipe da SEE em ação para a implantação da Escola Integral

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A Secretaria de Estado de Educação (SEE) tem como política prioritária o atendimento de áreas e povos em situação de maior vulnerabilidade social. Para tanto, está formulando políticas específicas para escolas do campo, quilombolas, socioeducativas e indígenas na perspectiva da Educação Integral.

Segundo a equipe da Coordenação de Ações de Educação Integral da secretaria, o que se quer é, além de ampliar o tempo escolar, garantir aprendizagem significativa, que fortaleça as identidades desses sujeitos, e uma educação integrada.

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No mês de setembro, em uma primeira etapa desse processo, a equipe da Coordenação de Ações de Educação Integral, juntamente com a Coordenação de Educação Escolar Indígena, visitou o território Xacriabá, no município de São João das Missões, no Norte de Minas.

O objetivo foi conhecer a realidade da comunidade e construir coletivamente uma proposta para o início das ações da Educação Integral nas escolas do território.

Das nove unidades de ensino do território Xacriabá, cinco recebiam recursos financeiros do Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC), desde 2013, mas tinham resistência para implementação das atividades do programa. Assim, a SEE entendeu que era preciso mobilizar e promover um processo de formação construindo a concepção de Educação Integral e, ao mesmo tempo, orientando para correto uso dos recursos e prestação de contas.

Participaram das discussões estudantes, professores, pais, lideranças indígenas e demais representantes da comunidade. Para a coordenadora da Educação Integral da SEE, Rogéria Freire, foi oportuno juntar um coletivo diverso para dialogar sobre a visão que tinham em relação à Educação Integral e formar uma rede colaborativa para o desenvolvimento de novas ações e com outros olhares.

“Percebi um encantamento mútuo. Da minha parte, por encontrar mais de 200 pessoas no centro cultural da aldeia, mobilizadas para conversar sobre a educação que desejavam. E, da parte deles, por perceber o movimento da SEE de compromisso e respeito com os vários saberes, o fortalecimento da identidade dos povos indígenas e com a promoção de uma rede colaborativa que tem na centralidade a educação como direito”, explica Rogéria.

Para Célia Nunes Correa, que pertence à tribo Xacriabá e integra a equipe do órgão central da SEE, a inserção das ações da Educação Integral nas comunidades indígenas trará benefícios não só para os alunos, mas também para os educadores.

“Essa iniciativa simboliza um fortalecimento muito grande da nossa cultura. Não serão ações fora da nossa realidade. As aulas serão dadas pelos anciões da comunidade e também por professores que se formaram no curso de licenciatura indígena da Universidade Federal de Minas Gerais”, conclui Célia.

A meta da Secretaria de Educação de Estado de Minas Gerais é ampliar essa ação formativa iniciada com o povo Xacriabá para as outras etnias.

Educação indígena na rede estadual

Minas Gerais conta com, aproximadamente, 4.100 alunos indígenas das etnias Kaxixó, Krenak, Maxakali, Pataxó, Pankararu, Xacriabá, Xucuru-Kariri e Mokurin.

O Estado tem 17 escolas indígenas e duas turmas vinculadas a escolas não indígenas. O atendimento escolar indígena é feito em 64 endereços. As instituições de ensino estão localizadas em sete municípios.

Educação Integral em números

Atualmente, 1.732 escolas estaduaisparticipam das atividades da Educação Integral, beneficiando 112.479estudantes. Até 2018, a expectativa é a de que 309.410 estudantes do ensino fundamental sejam atendidos pela iniciativa.

Agência Minas

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