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Avião que trouxe Pizzolato da Itália pousa no aeroporto de Guarulhos

Condenado no processo do mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil foi finalmente extraditado; ele saiu de Milão, por volta das 22h40 (18h40, horário de Brasília) dessa quinta (22).

Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pousou no aeroporto de Garulhos
Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pousou no aeroporto de Garulhos

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O avião que trouxe da Itália o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pousou no aeroporto de Garulhos, na Grande São Paulo, na manhã desta sexta-feira (23). Pizzolato saiu de Milão, por volta das 22h40 (18h40, horário de Brasília) dessa quinta (22).

O catarinense de 63 anos, condenado no processo do mensalão, foi finalmente extraditado e veio escoltado por três policiais federais mais uma médica do órgão.

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De São Paulo, em aeronave da Polícia Federal, Pizzolato será conduzido até Brasília, onde irá para o Instituto Médico-Legal, onde fará exames. Posteriormente, será transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Entenda

Em agosto de 2012, Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.  Em novembro de 2013, ele fugiu para a Itália com o passaporte falso de um irmão morto para evitar ser preso no Brasil.

Em 18 de novembro, o nome dele foi incluído na lista de procurados internacionais, conhecida como difusão vermelha, da Interpol.

Três meses depois, a Polícia Federal, em conjunto com a polícia italiana, localizou-o no Norte do país. No dia 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello por porte de documento falso. Ele estava escondido na casa de um sobrinho.

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Em fevereiro deste ano, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana confirmou a decisão de extraditá-lo.

No dia 22 de setembro, após novo recurso apresentado pela defesa do brasileiro, o Conselho de Estado italiano considerou que o Brasil reunia as condições para o cumprimento da sentença.

No dia 6 de outubro, a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou a última tentativa de recurso de Pizzolato contra sua extradição para o Brasil. No recurso protocolado na corte, a defesa de Pizzolato, como nas demais ações contra a extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado pela defesa para pedir que o ex-diretor do Banco do Brasil continuasse na Itália.

O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por duas semanas a entrega de Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, anteriormente prevista para o dia 7 deste mês.

Com Agências
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