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Um ano após reeleição, a presidente Dilma ainda sofre para formar um governo

São alguns desestabilizantes elencados, as denúncias da Lava Jato, as pedalas fiscais, os pedidos de impeachment, e um governo que contradiz o discurso eleitoral.

A alegria da vitória eleitoral deu lugar ao desafio diário dos escândalos atuais
A alegria da vitória eleitoral deu lugar ao desafio diário dos escândalos atuais

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Há exatamente um ano a presidente Dilma Rousseff comemorou a reeleição na disputa mais acirrada desde a redemocratização. De lá para cá, as promessas da campanha deram lugar a uma agenda negativa, que, para analistas consultados pelo , engessam a administração, sem ter a petista conseguido formar um governo capaz de enfrentar os novos desafios, os deixados do primeiro mandato, e até aqueles anteriores a sua posse em 2010. São alguns desestabilizantes elencados, as denúncias da Lava Jato, as pedalas fiscais, os pedidos de impeachment, e um governo que contradiz o discurso eleitoral. Tudo isso cataliza uma crise política que leva à detestabilidade econômica, e, por sua vez, uma frágil economia que enfraquece politicamente a administração.

Economista e secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, define a “inabilidade política” da presidente. “A composição do ministério apresentada em dezembro mostrou o distanciamento dela do ex-presidente Lula, e uma tentativa de diminuir o papel do PMDB, o que foi um fiasco e levou Eduardo Cunha(PMDB) ser eleito presidente da Câmara”, pontua. Feito isso, segue Castello Branco, a presidente passou a defender, sem conseguir aprovar o ajuste fiscal, com diminuição de direitos da população, quando ela acusava que a oposição adotaria tais propostas. “O comportamento da economia está associado a fatos concretos e medidas que apontem perspectivas. Estamos em recessão e o governo sofre com fortes combates de oposicionistas e independentes, e não consegue os ajustes necessários, levando para um caos de confiança e fuga de capital”, observa Gil.

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Além dos empecilhos citados por ele, outro nó que Dilma tenta desatar está na resistência de partidos da base, do PT e do ex-presidente Lula. O cientista político da PUC-Rio Ricardo Ismael critica também a antecipação eleitoral. “O próprio Lula já se coloca como candidato em 2018. Como melhorar o quadro em Brasília se o partido da presidente já está em campanha”, frisa.

Ismael pontua que parte dos petistas chama a discussão do impeachment de “golpe”, mas se insurgem contra o ajuste fiscal, tido pela administração como o alicerce para sair da crise e, consequentemente, amainar os ânimos que pedem a saída da presidente.

Embora observem Dilma “inoperante”, os especialistas não enxergam necessariamente no impeachment a solução para o país, precisando o Brasil de uma reforma mais profunda. Mesmo assim, o cientista político da Uniesp e autor do livro Ruas e a Democracia, Marco Aurélio Nogueira, afirma que essa discussão não é um pauta só da oposição, mas da população que foi e ainda está nas ruas. “Mesmo discordado de alguns pontos adotados pelos oposicionistas, criticar a oposição de fazer oposição é uma incoerência. Quem tem de ajudar a governar são os governistas, mas isso fica difícil, quando, na prática, nem um governo o país tem”, conclui o pesquisador.

Do Jornal de Commercio

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