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MG – Mais de 45 mulheres são mortas em Minas Gerais, diz a Seds

Somente no primeiro semestre deste ano, 283 mulheres foram mortas em Minas, média de 47 ao mês, conforme diagnóstico da violência doméstica e familiar feito pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Nesta semana, mais um episódio foi registrado, no Triângulo, engrossando as estatísticas.

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MG – Mais de 45 mulheres são mortas em Minas Gerais, diz a Seds

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A vítima  J. B. A. de 21 anos,  foi atingida com duas perfurações na região  do tórax e no fígado e foi encaminhada em estado grave ao hospital, onde veio a óbito na madrugada da terça-feira. Já o homem W.J.  depois cometeu suicídio com a própria faca,  na altura do coração. O Samu tentou reanima-lo por mais de 20 minutos, mais faleceu.

Na terça-feira, uma mulher foi morta a tiros pelo companheiro no meio da rua, em plena luz do dia, em Uberlândia. Câmeras de segurança de um sacolão registraram a ação do assassino, um policial militar. Pelas imagens, é possível ver que, depois de atirar, o homem sai caminhando lentamente.

Segundo a Polícia Civil, após o crime, ele voltou para o bar onde estava anteriormente e confessou o homicídio para o dono do estabelecimento. A polícia militar foi acionada e precisou usar um teaser para imobilizar o homem, que ameaçava se matar. Ele foi encaminhado à ala psiquiátrica do hospital da universidade federal local.

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Deficiências

Para a delegada Águeda Bueno, da Divisão Especializada da Proteção à Mulher de Belo Horizonte, a violência doméstica e familiar contra mulheres é multidisciplinar, envolve questões sociais, familiares e psicológicas e, portanto, precisa ser analisada sob diversas perspectivas.

“As medidas policiais e judiciais, muitas vezes, não são suficientes para evitar o problema. O homem precisa entender que não precisa agredir para ser macho. A mulher também precisa entender certas coisas. Muitas aceitam ser agredidas, não denunciam e sujeitam-se a anos de violência. É uma questão cultural”, afirma a delegada.

De acordo com Águeda, apesar dos avanços, como a criação da delegacia especializada, a corporação ainda é carente de infraestrutura adequada. “E também precisamos vencer preconceitos, a cultura e o machismo”, conclui.

Outros casos

Nos últimos 15 anos, pelo menos três crimes marcantes foram registrados em Minas. Em 2001, a professora universitária Marlia Mesquita Moraes, de 55 anos, foi assassinada a tiros em frente ao shopping Diamond Mall, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O ex-marido da vítima, o empresário Moacir Moraes, de 63 anos, foi o autor dos disparos, motivados pela falta de acordo quanto à divisão dos bens do casal.

Em 2010, o vídeo da morte da cabeleireira Maria Islaine de Morais, de 32 anos, teve repercussão nacional. O circuito interno de vigilância do salão dela gravou o momento exato em que o ex-companheiro, o borracheiro Fábio Wilian da Silva Soares, de 30 anos, atirou sete vezes contra ela.

Maria Islaine já havia registrado pelo menos oito boletins de ocorrência contra o suspeito, que tinha determinação judicial para manter-se afastado da vítima.

Outro caso polêmico foi o da procuradora federal Ana Alice Moreira de Melo, de 35 anos, esfaqueada pelo ex-marido dentro de casa, em um condomínio de luxo em Nova Lima, na região metropolitana.

Semanas antes do crime, a mulher registrou um boletim de ocorrência relatando sofrer ameaças de morte. O homem foi encontrado morto em um motel, em Belo Horizonte.

As informações são do Portal HD

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