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Rio São Francisco é destaque do XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos‏

Rio São Francisco é destaque do XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos‏

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda

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O Plano de Recursos Hídricos da Bacia do São Francisco foi destaque durante a programação do XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que acontece até sexta-feira (27.11), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O Painel do São Francisco foi o espaço criado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco para discutir com especialistas de todo o país melhorias para o estudo, previsto para ser finalizado no primeiro semestre de 2016.

O diretor da Nemus Consultoria, empresa responsável pela execução dos trabalhos, Pedro Bettencourt, apresentou ao público o cenário mais preocupante até 2035 para a retirada da água na bacia. “Os próximos anos serão de grandes mudanças nos balanços hídricos do São Francisco”, disse, ao apontar a possibilidade da vazão de captação chegar a 1.073 m3/s. “A transposição representaria 8% desse valor”, acrescentou.

Para tanto, ele sugere que, após conclusão do documento, será preciso aplicar medidas para conter problemas que têm deteriorado a qualidade da água em várias partes do rio, em especial por conta dos esgotos e do uso intensivo da indústria e agricultura. “É essencial o aumento do conhecimento técnico da bacia, melhorar a governança entre os órgãos, além de trabalhos de educação ambiental”, frisou.

Miranda cobra melhor gestão dos recursos hídricos em simpósio da ABRH

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, voltou a cobrar uma melhor gestão das águas do país. A fala do ambientalista foi destaque durante o Painel São Francisco, que integrou a programação do XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (ABRH), que acontece até sexta-feira (27.11), em Brasília.

Para Anivaldo, essa eficácia na gestão dos recursos hídricos vai desde o fortalecimento dos comitês de bacias até a mudança na operação das usinas hidrelétricas instaladas ao longo do território do rio São Francisco. “Hoje, o que vemos é uma falência no sistema de recursos hídricos do Brasil. Será preciso repensar o modelo de operação desses reservatórios. As empresas de geração de energia não podem ser o usuário hegemônico. São os usos múltiplos que necessitam se adaptar à bacia como unidade de planejamento, e não o contrário”, lembrou.

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Anivaldo Miranda conta que essas recorrentes restrições têm alertado para o aparecimento de um novo problema. “O fantasma da qualidade da água do rio. Os prejuízos causados por uma mancha de algas entre Alagoas e Sergipe, no Baixo São Francisco, inviabilizando a captação de água na região, é um dos exemplos. Precisamos ter uma agenda estratégica a médio e longo prazo para que o São Francisco se prepare para o futuro. Não podemos viver apenas a lógica da demanda, onde todos retiram água, muitas vezes de forma ilegal. Temos que pensar na lógica da oferta”, disse.

O presidente do CBHSF recordou que os trabalhos de atualização do Plano de Recursos Hídricos, iniciado no final de 2014, deverão agregar todas as sugestões dos atores da bacia, caso contrário “a orquestra continuará desafinada”, destacou, em referência ao desconhecimento de muitos órgãos sobre o trabalho, que teve investimentos de aproximadamente R$7 milhões. “Trata-se de um estudo da bacia, e não do Comitê”, ressaltou.

Miranda afirmou também que será necessário investir, sobretudo, em conhecimentos técnico-cientifico dos CBHs. “Conhecimento é poder. O CBHSF tem a obrigação de deter esses conhecimentos. São eles que determinarão as escolhas políticas de crises hídricas que ainda estão por vir”, pontuou. Por fim, reiterou a necessidade da assinatura do decreto de criação do Conselho Gestor de Revitalização da bacia do São Francisco, de posse da Casa Civil da Presidência da República.

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil.

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