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Coluna do Alberto Sena – Grão Mogol: Presépio Mãos de Deus faz 4 anos

Coluna do Alberto Sena – Grão Mogol: Presépio Mãos de Deus faz 4 anos

O Presépio Natural Mãos de Deus, de Grão Mogol, completa hoje, 9 de dezembro, quatro anos. Recordo-me do dia em que o construtor da obra, o empresário Lúcio Bemquerer já radicado na cidade ligou dizendo:

– “Vem ver a loucura que estou fazendo aqui”.

– “O que você está fazendo?”

Ele respondeu:

– “Um presépio”.

Descreveu as proporções do presépio, realmente “uma loucura”. Lúcida, claro.

Vivi em Montes Claros até aos 22 anos e já estava em Beagá fazia uns 40 anos sem conhecer Grão Mogol, embora desde criança ouvisse falar do “lugar infestado do bicho barbeiro” àquela época. Vim ver atendendo ao convite dele. Vi Grão Mogol pela primeira vez, e posso dizer, fiquei porque gostei, senão me apaixonei pela cidade. Foi um caso de “amor à primeira vista”.

As obras do presépio já estavam sendo iniciadas quando aqui cheguei. Vi os operários trabalhando com entusiasmo porque iniciavam uma obra perene, abençoada. Imagino hoje o quanto os operários devem se sentir orgulhosos por terem participado da construção do presépio. A obra ocupou seis lotes. E antes mesmo de ser concluída em oito meses e 19 dias, já era considerada “o maior presépio do mundo”.

Na relatividade do tempo, até parece foi ontem quando tudo começou. O presépio trouxe a Grão Mogol mais de 60 mil pessoas, gente da região e de todas as partes do Brasil e de diversos países. Recebeu uma carta do Papa Francisco com Bênçãos Apostólicas para quem visitou e para quem visitar a obra, isto é, para sempre enquanto durar a saúde do planeta.

Não se tem a menor dúvida de que o presépio marcou uma nova era para Grão Mogol. Tornou-se referência e o principal ponto de turismo religioso. Desperta nos visitantes reações várias de emoção e mesmo de pequenos milagres que Lúcio Bemquerer admite sem admitir atribuindo tudo à fé de cada um.

O presépio conta do princípio ao fim a história do nascimento do Menino Jesus, por meio de esculturas em cimento e pedra sabão. São oito as estações. Na primeira delas Maria ouve a notícia de que será mãe do Salvador ao receber a visita do Arcanjo Gabriel postado no alto de uma pedra.

Evidentemente, a estação mais expressiva é a Manjedoura com as esculturas de São José, do lado de fora da lapa; Maria e o Menino Jesus, na estrebaria, observado por Rei Mago Gaspar, um boi e um burro a certa distância. Importante é dizer, as pedras enormes da lapa estavam ali há milhares ou milhões de anos à espera da pessoa ungida, predestinada, a fazer dali um presépio inaugurado em 9 de dezembro de 2011.

O presépio fez a distância de Belo Horizonte reduzir. De lá veio gente multiplicadora de opinião. E perceptivelmente a obra influi no comércio da cidade porque virou atração. Muitos vêm a Grão Mogol para conhecer o presépio e conhecem a cidade, usufruem das belezas naturais da região, embora o contrário também aconteça de pessoas virem conhecer Grão Mogol e visitam o presépio.

É de se esperar que o presépio, com o passar dos anos, tenha movimento semelhante ao da Lapa do Senhor do Bonfim, na Bahia, senão a afluência do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, interior de São Paulo. O importante é que o lugar é santo e a cada dia vem sendo santificado mais. A visitação santifica os lugares santos. Por isso o presépio é hoje o mais importante lugar santo do Norte de Minas.

Por Alberto Sena

Alberto Sena
Alberto Sena

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